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<journal-title><![CDATA[Espacios en blanco. Serie indagaciones ]]></journal-title>
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<publisher-name><![CDATA[Núcleo de Estudios Educacionales y Sociales; Facultad de Ciencias Humanas; Universidad Nacional del Centro de la Provincia de Buenos Aires ]]></publisher-name>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[O que queremos da escola média?A perspectiva de pesquisadores, professores e estudantes de ensino médio]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[What do we want from secondary school? The researchers', teachers' and students' perspectives on secondary school]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Universidade Estadual de Campinas  ]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The high school in Brazil has been characterized by the dilemma of meeting two specific demands: preparing students to higher education and to the job market. Their differentiated pathways have attended to a technical and social separation of labor, marked by the students' socioeconomic background and revealed by the low levels of access to secondary education by young people from the poorest sections of the population. Several policies, disputes and articulated enterprises have been promoted by the government and by the interests of the groups involved with the issue, in order to overcome the structural and historical duality in this level of schooling. The recent adoption of compulsory secondary education in Brazil incorporates reflections about the meaning, the objectives and the structure of an education that can meet a higher percentage than the 50.9% of young Brazilians aged 15-17 that currently attends it. The present article examines some questions, presented by researchers from different research centers of Rio de Janeiro and by high school teachers and students participating in Scientific Initiation Program, developed with high school students.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Ensino médio]]></kwd>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Formação profissional]]></kwd>
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<kwd lng="en"><![CDATA[General training]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Professional training]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b><font size="3" face="Arial, Helvetica, sans-serif">DOSSIER</font></b></p>     <p><b><font size="4" face="Arial, Helvetica, sans-serif">O que queremos da escola m&eacute;dia?    A perspectiva de pesquisadores, professores e estudantes de    ensino m&eacute;dio </font></b></p>     <p><i><font size="3" face="Arial, Helvetica, sans-serif"><b>What do we want from secondary school?    The researchers', teachers' and students' perspectives on secondary  school </b></font></i></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="3" face="Arial, Helvetica, sans-serif"> Gl&aacute;ucia M. M. Martins* </font></b><font size="3" face="Arial, Helvetica, sans-serif"></font></p>     <p><font size="2" face="Arial, Helvetica, sans-serif">*Professora Orientadora Educacional do Col&eacute;gio de Aplica&ccedil;&atilde;o da Universidade Federal do Rio de Janeiro    e doutoranda em Educa&ccedil;&atilde;o na Universidade Estadual de Campinas (Brasil).  E-mail: <a href="mailto:glaucia.3m@terra.com.br">glaucia.3m@terra.com.br</a> </font></p>     <p>&nbsp;</p> <hr />     <p><font size="3" face="Arial, Helvetica, sans-serif"><b><font size="2">Resumo</font></b> </font></p>     <p><font size="2" face="Arial, Helvetica, sans-serif"> O ensino m&eacute;dio brasileiro tem se caracterizado    pelo dilema do atendimento a duas demandas    espec&iacute;ficas: a prepara&ccedil;&atilde;o para os estudos    superiores e a prepara&ccedil;&atilde;o profissional. Seus    percursos diferenciados t&ecirc;m atendido a uma    divis&atilde;o t&eacute;cnica e  social do trabalho, marcada    pela origem socioecon&ocirc;mica dos alunos e se    traduz nos baixos &iacute;ndices de acesso ao ensino    m&eacute;dio pelos jovens das camadas mais pobres    da popula&ccedil;&atilde;o. Diversas pol&iacute;ticas, embates e    articula&ccedil;&otilde;es por parte dos poderes p&uacute;blicos e    dos grupos de interesse envolvidos com a    quest&atilde;o t&ecirc;m sido empreendidos, no sentido de    superar a dualidade estrutural historicamente    constru&iacute;da neste n&iacute;vel de ensino. A recente    aprova&ccedil;&atilde;o da obrigatoriedade do ensino m&eacute;dio    no Brasil retoma reflex&otilde;es sobre o sentido,    finalidades e estrutura de um ensino que    possa atender a um percentual maior do que    os 50,9% dos jovens brasileiros de 15 a 17    anos que atualmente o frequenta. Neste artigo    examinamos algumas quest&otilde;es, apresentadas    por pesquisadores de diferentes centros de    pesquisa do Rio de Janeiro, por professores e    alunos de ensino m&eacute;dio, participantes de    Programa de Inicia&ccedil;&atilde;o Cient&iacute;fica desenvolvido  com alunos da escola m&eacute;dia. </font></p>     <p><font size="2" face="Arial, Helvetica, sans-serif"> <b>Palavras chave: </b>Ensino m&eacute;dio; Forma&ccedil;&atilde;o  geral; Forma&ccedil;&atilde;o profissional. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b><font size="2" face="Arial, Helvetica, sans-serif">Abstract </font></b></p>     <p><font size="2" face="Arial, Helvetica, sans-serif"> The high  school in Brazil has been characterized by the dilemma of meeting two specific    demands: preparing students to higher education and to the job market. Their differentiated    pathways have attended to a technical and    social separation of labor, marked by the    students' socioeconomic background and    revealed by the low levels of access to secondary education by young people from the    poorest sections of the population. Several    policies, disputes and articulated enterprises    have been promoted by the government and    by the interests of the groups involved with    the issue, in order to overcome the structural   and historical duality in this level of schooling.    The recent adoption of compulsory secondary    education in Brazil incorporates reflections    about the meaning, the objectives and the    structure of an education that can meet a    higher percentage than the 50.9% of young    Brazilians aged 15-17 that currently attends it.    The present article examines some questions,    presented by researchers from different    research centers of Rio de Janeiro and by high    school teachers and students participating in    Scientific Initiation Program, developed with    high school students.  </font></p>     <p><font size="2" face="Arial, Helvetica, sans-serif">  <b>Key words:</b>  High School; General training;    Professional training. </font></p> <hr />     <p>&nbsp;</p>     <p> <b><font size="3" face="Arial, Helvetica, sans-serif"> O ensino m&eacute;dio brasileiro </font></b></p>     <p><font size="3" face="Arial, Helvetica, sans-serif"> Inicialmente, situaremos o ensino m&eacute;dio brasileiro no momento do estabelecimento de sua obrigatoriedade. Em seguida, tomamos as expectativas postas    neste segmento de ensino por um grupo participante de nosso estudo sobre a    forma&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica no ensino m&eacute;dio, finalizando com algumas reflex&otilde;es sobre as    expectativas levantadas e os desafios que elas colocam &agrave; realiza&ccedil;&atilde;o de um ensino    m&eacute;dio obrigat&oacute;rio no pa&iacute;s. <br />   O ensino m&eacute;dio, entendido como etapa da educa&ccedil;&atilde;o formal que se realiza    ap&oacute;s o ensino fundamental e antes do ensino superior, tem se caracterizado    como um per&iacute;odo de forma&ccedil;&atilde;o intermedi&aacute;rio. A faixa et&aacute;ria &agrave; qual pretende atender (entre 15 e 17 anos, em uma perspectiva ideal) caracteriza a finaliza&ccedil;&atilde;o da    inf&acirc;ncia, a consolida&ccedil;&atilde;o e o amadurecimento pleno das estruturas cognitivas    l&oacute;gico-formais, a inser&ccedil;&atilde;o dos jovens na vida adulta e um consequente encaminhamento profissional. Tais caracter&iacute;sticas determinam que v&aacute;rias outras expectativas inerentes ao contexto econ&ocirc;mico, pol&iacute;tico e sociocultural de cada sociedade    incidam sobre ele. <br />   No Brasil o ensino m&eacute;dio tem se apresentado como um &quot;divisor de &aacute;guas&quot;,    pela dualidade estrutural constru&iacute;da historicamente em seu interior. Em um    mesmo n&iacute;vel de ensino, s&atilde;o atendidas duas demandas espec&iacute;ficas: a prepara&ccedil;&atilde;o    para os estudos universit&aacute;rios e a prepara&ccedil;&atilde;o profissional atrav&eacute;s de cursos    t&eacute;cnicos. Diversos autores<a href="#notas"><sup>1</sup></a>  identificam nesse n&iacute;vel de ensino uma crise de sentido, finalidades e estrutura. Destacam como central a quest&atilde;o da defini&ccedil;&atilde;o da    fun&ccedil;&atilde;o social do ensino m&eacute;dio. Ao longo da hist&oacute;ria da educa&ccedil;&atilde;o brasileira, as    diversas formas de ensino m&eacute;dio, tanto proped&ecirc;utico quanto profissional (liceal,    normal, cl&aacute;ssico, cient&iacute;fico, polit&eacute;cnico, t&eacute;cnico, profissionalizante, etc.), t&ecirc;m sido    implementadas de forma a atender &agrave;s demandas do mercado de trabalho e &agrave;s    determina&ccedil;&otilde;es da conjuntura econ&ocirc;mica e pol&iacute;tica. Kuenzer (2009b), educadora e    pesquisadora na &aacute;rea de Educa&ccedil;&atilde;o e Trabalho, analisando a quest&atilde;o da dualidade de percursos oferecidos no ensino m&eacute;dio brasileiro, diz: </font></p>     <blockquote>       <p> <font size="2" face="Arial, Helvetica, sans-serif">&quot;&Eacute; esta dupla fun&ccedil;&atilde;o, preparar para a continuidade de estudos e ao mesmo      tempo para o mundo do trabalho, que lhe confere ambiguidade, uma vez      que esta n&atilde;o &eacute; uma quest&atilde;o apenas pedag&oacute;gica, mas tamb&eacute;m pol&iacute;tica, determinada pelas mudan&ccedil;as nas bases materiais de produ&ccedil;&atilde;o, a partir do      que se define a cada &eacute;poca, uma rela&ccedil;&atilde;o peculiar entre trabalho e educa&ccedil;&atilde;o&quot; (p.9) </font></p> </blockquote>     <p><font size="3" face="Arial, Helvetica, sans-serif">  A dualidade &quot;proped&ecirc;utico x profissionalizante&quot; tem sido apontada, desde        a d&eacute;cada de '30, como um empecilho aos ideais democr&aacute;ticos de direito de igualdade de oportunidades educacionais, na medida em que a oferta diversificada de      ]]></body>
<body><![CDATA[  percursos neste segmento de ensino tem atendido a uma divis&atilde;o t&eacute;cnica e social        do trabalho, marcada pela origem de classe dos alunos que, nas classes menos        favorecidas, muitas vezes nem chegam a ter acesso a este n&iacute;vel de ensino. <br />       Na hist&oacute;ria mais recente do ensino m&eacute;dio brasileiro observamos na d&eacute;cada        de 1970 sua radical transforma&ccedil;&atilde;o em ensino exclusivamente profissionalizante,        sob a alega&ccedil;&atilde;o de que a inser&ccedil;&atilde;o do Brasil na economia internacional exigia a        forma&ccedil;&atilde;o de t&eacute;cnicos de n&iacute;vel m&eacute;dio para atender a qualifica&ccedil;&atilde;o exigida pelo        mercado de trabalho mais industrializado. V&aacute;rios fatores concorreram para que        na d&eacute;cada de 1980 tiv&eacute;ssemos a retomada legal da conviv&ecirc;ncia entre as modalidades proped&ecirc;utica e profissionalizante. Dentre elas, podemos destacar a preval&ecirc;ncia da vis&atilde;o de classe que compreende uma escola para os trabalhadores e        outra para os dirigentes, a falta de investimentos na infra-estrutura e transforma&ccedil;&atilde;o das escolas m&eacute;dias e na capacita&ccedil;&atilde;o/forma&ccedil;&atilde;o de professores para esta      ]]></body>
<body><![CDATA[  profissionaliza&ccedil;&atilde;o, ou mesmo, o desinteresse dos setores produtivos na profissionaliza&ccedil;&atilde;o obtida em condi&ccedil;&otilde;es t&atilde;o prec&aacute;rias. <br />       No final dos anos '90, as mudan&ccedil;as na educa&ccedil;&atilde;o m&eacute;dia, institu&iacute;das pela        Lei de Diretrizes e Bases da Educa&ccedil;&atilde;o Nacional (LDB 9.034/96) apontam  para        uma modifica&ccedil;&atilde;o da identidade do ensino m&eacute;dio brasileiro, no sentido de romper        com as dualidades proped&ecirc;utico X profissional, terminalidade X continuidade. O        modelo de ensino m&eacute;dio implantado, colocado como etapa de consolida&ccedil;&atilde;o da </font><font size="3" face="Arial, Helvetica, sans-serif"> educa&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica, tem como uma de suas metas superar a ideia de terminalidade        pela fun&ccedil;&atilde;o preparat&oacute;ria para a cidadania, para o prosseguimento dos estudos        (t&eacute;cnicos, tecnol&oacute;gicos ou universit&aacute;rios) e para a compreens&atilde;o dos fundamentos        cient&iacute;ficos e tecnol&oacute;gicos dos processos  produtivos. O ensino t&eacute;cnico-profissionalizante em n&iacute;vel m&eacute;dio foi desvinculado do ensino m&eacute;dio regular e foi        criada a modalidade de gradua&ccedil;&atilde;o tecnol&oacute;gica. As Bases Legais expostas nos      ]]></body>
<body><![CDATA[  Par&acirc;metros Curriculares Nacionais (PCNs) prop&otilde;em como princ&iacute;pios gerais para a        orienta&ccedil;&atilde;o da reformula&ccedil;&atilde;o curricular deste n&iacute;vel educacional: &quot;a forma&ccedil;&atilde;o geral,        em oposi&ccedil;&atilde;o &agrave; espec&iacute;fica; o desenvolvimento de capacidades de pesquisar, buscar informa&ccedil;&otilde;es, analis&aacute;-las e selecion&aacute;-las; a capacidade de aprender, criar,        reformular, ao inv&eacute;s do simples exerc&iacute;cio de memoriza&ccedil;&atilde;o&quot;<a href="#notas"><sup>2</sup></a>. <br />       Podemos dizer que as reformas que promoveram a incorpora&ccedil;&atilde;o do ensino m&eacute;dio &agrave; educa&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica absorveram as tend&ecirc;ncias da educa&ccedil;&atilde;o para a ci&ecirc;ncia e tecnologia observadas em diversos pa&iacute;ses do mundo<a href="#notas"><sup>3</sup></a>. Basicamente, a        LDB/96 estabelece como finalidades para este n&iacute;vel de ensino: possibilitar o aprofundamento e continuidade dos estudos; a prepara&ccedil;&atilde;o para o trabalho e para a        cidadania; a forma&ccedil;&atilde;o &eacute;tica e o desenvolvimento da autonomia intelectual e do        pensamento cr&iacute;tico; e, a compreens&atilde;o dos fundamentos cient&iacute;fico-tecnol&oacute;gicos,        articulando teoria e pr&aacute;tica. <br />       Diversos aspectos desta legisla&ccedil;&atilde;o e de documentos complementares de      ]]></body>
<body><![CDATA[  sua regulamenta&ccedil;&atilde;o despertaram cr&iacute;ticas de entidades cient&iacute;ficas, acad&ecirc;micas,        sindicais e estudantis que as expuseram no Plano Nacional da Educa&ccedil;&atilde;o  - Proposta da Sociedade Brasileira (1997)<a href="#notas"><sup>4</sup></a>. As principais cr&iacute;ticas se concentraram na        organiza&ccedil;&atilde;o curricular que desvincula a educa&ccedil;&atilde;o profissional do ensino m&eacute;dio        regular e adota compet&ecirc;ncias e habilidades como eixos organizacionais neste        n&iacute;vel de ensino. A vincula&ccedil;&atilde;o entre a educa&ccedil;&atilde;o t&eacute;cnica-profissional e as demandas econ&ocirc;micas e mercadol&oacute;gicas &eacute; percebida de forma desarticulada com a        forma&ccedil;&atilde;o geral, definida como forma&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica, human&iacute;stica e pol&iacute;tica. A flexibiliza&ccedil;&atilde;o e diversifica&ccedil;&atilde;o curricular s&atilde;o tamb&eacute;m criticadas sob a alega&ccedil;&atilde;o de que        caracterizam uma profissionaliza&ccedil;&atilde;o r&aacute;pida e de baixo custo, focada na funciona</font><font size="3" face="Arial, Helvetica, sans-serif">lidade para o mercado. A determina&ccedil;&atilde;o legal de radical desvincula&ccedil;&atilde;o entre o        ensino m&eacute;dio e a forma&ccedil;&atilde;o profissional desestruturou a forma&ccedil;&atilde;o integrada oferecida pela rede federal de ensino t&eacute;cnico. Esta rede, apesar de restrita, &eacute; reputada por conseguir atender tanto a forma&ccedil;&atilde;o profissional, quanto a prepara&ccedil;&atilde;o        para os exames vestibulares aos cursos universit&aacute;rios. <br />       Em 2004, nova legisla&ccedil;&atilde;o (Decreto n. 5.154/2004) restabeleceu a integra&ccedil;&atilde;o entre o ensino m&eacute;dio e a educa&ccedil;&atilde;o profissional e iniciativas como a cria&ccedil;&atilde;o da Rede Federal de Educa&ccedil;&atilde;o Profissional, Cient&iacute;fica e Tecnol&oacute;gica e  o Programa Nacional de Acesso ao Ensino T&eacute;cnico e Emprego (Pronatec) explicitam o      ]]></body>
<body><![CDATA[interesse do poder p&uacute;blico na amplia&ccedil;&atilde;o da oferta e integra&ccedil;&atilde;o entre o ensino      m&eacute;dio e a educa&ccedil;&atilde;o profissional. <br />     A aprova&ccedil;&atilde;o da obrigatoriedade do ensino m&eacute;dio no Brasil, em novembro      de 2009, parece apontar para a concretiza&ccedil;&atilde;o da incorpora&ccedil;&atilde;o deste n&iacute;vel de      ensino &agrave; educa&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica brasileira. Entretanto, esta medida exige reflex&otilde;es      sobre o sentido, finalidades e estrutura de um ensino secund&aacute;rio que possa atender a um percentual maior do que os 50,9% dos jovens brasileiros de 15 a 17        anos que atualmente o frequenta. <br />       Nos &uacute;ltimos dez anos a cobertura de escolariza&ccedil;&atilde;o dos adolescentes desta        faixa et&aacute;ria no n&iacute;vel m&eacute;dio melhorou, quando comparada com a taxa de 32,7%        apresentada em 1999. Entretanto, estes &iacute;ndices globais n&atilde;o revelam as disparidades existentes entre a frequ&ecirc;ncia ao ensino m&eacute;dio por adolescentes das camadas sociais mais pobres (32%) e os adolescentes das camadas sociais de maior      ]]></body>
<body><![CDATA[  renda (78%). Em regi&otilde;es brasileiras mais  desenvolvidas como o sudeste, sul e        centro-oeste, os &iacute;ndices de escolariza&ccedil;&atilde;o observados (60,5%, 57,7% e 54,7%        respectivamente), s&atilde;o muito superiores aos encontrados nas regi&otilde;es norte 39,1%        e nordeste 39,2%. A escolaridade da sociedade brasileira, ou seja, a m&eacute;dia dos        anos de estudo da popula&ccedil;&atilde;o acima de 25 anos corresponde a 7,1 anos de estudo e, mesmo entre os 20% da popula&ccedil;&atilde;o com maior renda, a m&eacute;dia corresponde        a 10,4 anos de estudo. Isso significa que a escolaridade no pa&iacute;s encontra-se        muito abaixo dos 14 anos de educa&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica recentemente estabelecidos<a href="#notas"><sup>5</sup></a>.&ccedil;<br />       </font><font size="3" face="Arial, Helvetica, sans-serif">Dentre os m&uacute;ltiplos fatores, socioecon&ocirc;micos, pol&iacute;ticos, estruturais e pedag&oacute;gicos imbricados na baixa escolariza&ccedil;&atilde;o no ensino m&eacute;dio brasileiro destacamos os de car&aacute;ter pedag&oacute;gico, tais como os atrasos e reten&ccedil;&otilde;es ocorridos no        ensino fundamental, a falta de infra-estrutura e desorganiza&ccedil;&atilde;o das escolas, os        programas, o conte&uacute;do e metodologias usadas neste segmento de ensino, bem      ]]></body>
<body><![CDATA[  como, as prec&aacute;rias condi&ccedil;&otilde;es de trabalho dos professores. O denominado &quot;princ&iacute;pio-chave&quot; da LDB, que estabelece a autonomia da escola na elabora&ccedil;&atilde;o e implementa&ccedil;&atilde;o de seu projeto pedag&oacute;gico, alegando reafirmar a autoridade das        unidades escolares para a identifica&ccedil;&atilde;o de seus problemas e para a defini&ccedil;&atilde;o de        seus prop&oacute;sitos &agrave; luz  das aspira&ccedil;&otilde;es da comunidade, tem sido percebido com        reservas por grupos defensores da educa&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica. Tal autonomia, no estado        de precariedade e desestrutura&ccedil;&atilde;o em que se encontra o ensino m&eacute;dio p&uacute;blico        brasileiro, n&atilde;o veio acompanhada de delimita&ccedil;&otilde;es claras quanto &agrave; intencionalidade e abrang&ecirc;ncia de sua realiza&ccedil;&atilde;o. Se por um lado, possibilita a formula&ccedil;&atilde;o        plural de projetos pedag&oacute;gicos, por outro, pode atender a objetivos mercadol&oacute;gicos que caminham em sentido inverso ao dos ideais de democratiza&ccedil;&atilde;o das oportunidades educacionais. <br />       A implanta&ccedil;&atilde;o de sistemas de avalia&ccedil;&atilde;o e acompanhamento da educa&ccedil;&atilde;o        em seus diferentes n&iacute;veis<a href="#notas"><sup>6</sup></a>  tamb&eacute;m n&atilde;o reafirma a autonomia das escolas. Os        sistemas implantados n&atilde;o incorporam ao processo avaliativo o ponto de partida      ]]></body>
<body><![CDATA[  de cada institui&ccedil;&atilde;o, caracterizando-se como um modelo de avalia&ccedil;&atilde;o padronizado, importado de modelos estrangeiros indicados por orienta&ccedil;&atilde;o de ag&ecirc;ncias        internacionais coordenadoras de pol&iacute;ticas de desenvolvimento e de financiamento<a href="#notas"><sup>7</sup></a> que nem sempre correspondem  aos anseios das categorias docentes e &agrave; realidade nacional. <br />     A universaliza&ccedil;&atilde;o do ensino fundamental de nove anos, praticamente conquistada nesta &uacute;ltima d&eacute;cada, compreende uma enorme amplia&ccedil;&atilde;o no n&uacute;mero de      alunos na rede p&uacute;blica, que n&atilde;o foi acompanhada pela proporcional aloca&ccedil;&atilde;o de      verbas no setor. Ela se deu em escolas desprovidas de estrutura e equipamentos      fundamentais, com a amplia&ccedil;&atilde;o do n&uacute;mero de alunos em salas de aula com jor</font><font size="3" face="Arial, Helvetica, sans-serif">nada m&aacute;xima de 5 horas di&aacute;rias, professores com forma&ccedil;&atilde;o prec&aacute;ria e com        baixos sal&aacute;rios. Estes s&atilde;o alguns dos fatores que v&ecirc;m corroborando o baixo reconhecimento e a crescente desvaloriza&ccedil;&atilde;o da carreira docente no pa&iacute;s. No ensino m&eacute;dio, a expans&atilde;o tem ocorrido nas mesmas condi&ccedil;&otilde;es, como demonstram os        estudos de Kuenzer (2011) e Rezende Pinto, Amaral e Castro (2011). <br />       O ensino m&eacute;dio no Brasil &eacute; oferecido predominantemente na rede estadual (86%), seguida pelas redes privada (12%), federal (1%) e municipal (1%).        As classes m&eacute;dias e altas mant&ecirc;m seus filhos na rede privada que representa um      ]]></body>
<body><![CDATA[  espa&ccedil;o social protegido e fortemente regulado pelas fam&iacute;lias, concentrando os        alunos com maior capital cultural o que resulta em bom n&iacute;vel escolar. &Eacute; a rede        privada que primordialmente aprova alunos nos vestibulares das universidades        p&uacute;blicas mais reconhecidas e atinge os primeiros lugares no Exame Nacional do        Ensino M&eacute;dio (Enem). Dentre as escolas da rede p&uacute;blica, as da rede federal de        ensino m&eacute;dio apresentam bons &iacute;ndices de aprova&ccedil;&atilde;o nos vestibulares e no Enem,        pr&oacute;ximos aos da rede particular. As escolas estaduais apresentam situa&ccedil;&otilde;es diversas com a expressiva maioria concentrando os problemas decorrentes do        baixo investimento econ&ocirc;mico em educa&ccedil;&atilde;o nos estados brasileiros<a href="#notas"><sup>8</sup></a>. <br />       No ensino superior observamos outra distribui&ccedil;&atilde;o administrativa na oferta        de vagas. Segundo dados do Senso da Educa&ccedil;&atilde;o Superior de 2009, a rede privada representa 89% das institui&ccedil;&otilde;es de ensino superior, seguida pela rede federal      ]]></body>
<body><![CDATA[  (4,1%), estadual (3,6%) e municipal (2.9%). Aqui, a escala de valora&ccedil;&atilde;o &eacute; inversa. S&atilde;o as institui&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas que desfrutam de melhor conceito e seus cursos        de maior prest&iacute;gio, com vestibulares altamente seletivos, s&atilde;o freq&uuml;entados pelas        classes m&eacute;dias e altas, havendo uma concentra&ccedil;&atilde;o das camadas socioeconomicamente menos favorecidas nas institui&ccedil;&otilde;es da  rede particular de ensino superior<a href="#notas"><sup>9</sup></a>. <br />       Todos esses dados nos levam a concluir, em acordo com Almeida (2009:        38) que, no Brasil, uma trajet&oacute;ria educacional bem sucedida compreende a passagem pela rede privada de ensino na educa&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica e pela rede p&uacute;blica  no      ensino superior. Embora a educa&ccedil;&atilde;o venha avan&ccedil;ando no que diz respeito &agrave; </font><font size="3" face="Arial, Helvetica, sans-serif">inclus&atilde;o e &agrave; expans&atilde;o, a vincula&ccedil;&atilde;o da origem social dos alunos &agrave; sua distribui&ccedil;&atilde;o nas redes p&uacute;blicas e privadas deixa clara a forte segmenta&ccedil;&atilde;o ainda existente        em nosso sistema de ensino. <br />       Considerando a baixa  frequ&ecirc;ncia ao ensino m&eacute;dio por adolescentes das        camadas sociais mais pobres (32%) e o  percentual de 34% de matr&iacute;culas em        turno noturno no ensino m&eacute;dio mesmo na vig&ecirc;ncia do Programa Bolsa Fam&iacute;lia<a href="#notas"><sup>10</sup></a>,      ]]></body>
<body><![CDATA[  podemos afirmar que al&eacute;m da determina&ccedil;&atilde;o legal da obrigatoriedade e gratuidade do ensino m&eacute;dio, outras medidas s&atilde;o necess&aacute;rias, no sentido de manter na        escola a grande parcela dos jovens brasileiros que vivem do seu trabalho. <br />       No que diz respeito &agrave; oferta de ensino profissionalizante em n&iacute;vel m&eacute;dio,        56,5% das matr&iacute;culas est&atilde;o na rede particular, 31,3% na rede estadual, 9,6% na        rede federal e 2,5% na rede municipal. O ensino profissional t&eacute;cnico, concomitante ou integrado ao ensino m&eacute;dio tem 76% de suas matr&iacute;culas na rede p&uacute;blica        que, de acordo com os dados acima, tem oferta mais restrita. J&aacute; o ensino profissional subsequente ao ensino m&eacute;dio &eacute; majoritariamente oferecido na rede particular (70% das matr&iacute;culas). Estes dados informam que a profissionaliza&ccedil;&atilde;o para        as camadas menos favorecidas ocorre, preponderantemente, na rede privada.        Embora nos &uacute;ltimos anos seja observado maior investimento do setor p&uacute;blico no       ensino profissional e o Censo Escolar de 2010 demonstre que entre 2007 e 2010        o ensino profissionalizante integrado ao ensino m&eacute;dio oferecido na rede federal      ]]></body>
<body><![CDATA[  praticamente dobrou o n&uacute;mero de suas matr&iacute;culas, esta rede ainda n&atilde;o atinge        10% dos alunos dessa modalidade escolar. <br />       Da mesma forma, na via da profissionaliza&ccedil;&atilde;o em n&iacute;vel universit&aacute;rio, s&atilde;o        notadas iniciativas na amplia&ccedil;&atilde;o das vagas atrav&eacute;s de programas de financiamento, tanto para a rede particular, quanto para a rede p&uacute;blica. Na rede particular        temos basicamente dois programas de financiamento: o Fundo de Financiamento        ao Estudante do Ensino Superior (Fies), criado em 1999 para financiar estudantes        de cursos de gradua&ccedil;&atilde;o em institui&ccedil;&otilde;es privadas cadastradas e, o Programa Universidade para Todos (Prouni), criado em 2004. Ele concede bolsas de estudos      integrais e parciais a estudantes de cursos superiores em institui&ccedil;&otilde;es privadas </font><font size="3" face="Arial, Helvetica, sans-serif">que, ao aderir ao programa, recebem isen&ccedil;&atilde;o de tributos. Na rede p&uacute;blica foi        institu&iacute;do em 2007 o Programa de Apoio a Planos de Reestrutura&ccedil;&atilde;o e Expans&atilde;o        das Universidades Federais (Reuni) que tem como meta dobrar o n&uacute;mero de      ]]></body>
<body><![CDATA[  alunos da rede federal de ensino superior em dez anos, atrav&eacute;s da abertura de        cursos noturnos, amplia&ccedil;&atilde;o do n&uacute;mero de alunos por professor, redu&ccedil;&atilde;o dos        custos, flexibiliza&ccedil;&atilde;o dos curr&iacute;culos e combate &agrave; evas&atilde;o. <br />       As rela&ccedil;&otilde;es entre as esferas p&uacute;blicas e privadas na oferta e na gest&atilde;o        educacional t&ecirc;m gerado diversos debates, em diferentes inst&acirc;ncias da sociedade        brasileira. Setores ligados a defesa da educa&ccedil;&atilde;o como um direito da cidadania e        com a amplia&ccedil;&atilde;o do acesso a educa&ccedil;&atilde;o de qualidade para todos t&ecirc;m manifestado        apreens&atilde;o com as novas modalidades de atua&ccedil;&atilde;o do setor privado na educa&ccedil;&atilde;o. <br />       As mudan&ccedil;as decorrentes das novas orienta&ccedil;&otilde;es das pol&iacute;ticas p&uacute;blicas para o ensino m&eacute;dio, embora vis&iacute;veis nas estat&iacute;sticas, s&atilde;o muito recentes e demandam certo distanciamento para sua an&aacute;lise e avalia&ccedil;&atilde;o. N&atilde;o s&oacute; porque as prescri&ccedil;&otilde;es legais n&atilde;o s&atilde;o for&ccedil;a suficiente para modificar a realidade, como tamb&eacute;m,        porque as mudan&ccedil;as na esfera educacional levam um tempo para serem absorvidas e incorporadas, principalmente em um pa&iacute;s com as nossas dimens&otilde;es, com      ]]></body>
<body><![CDATA[  t&atilde;o diversificadas realidades e um d&eacute;ficit educacional t&atilde;o grande.      </font></p>     <p><b><font size="3" face="Arial, Helvetica, sans-serif"> A perspectiva de pesquisadores, professores e estudantes de    ensino m&eacute;dio</font></b></p>     <p><font size="3" face="Arial, Helvetica, sans-serif"> A inicia&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica em espa&ccedil;os de pesquisa e produ&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica, oferecida a estudantes de ensino m&eacute;dio &eacute; uma iniciativa que vem ocorrendo h&aacute; mais        de vinte anos no Brasil. A partir de um programa pioneiro, criado em 1986 na        Funda&ccedil;&atilde;o Oswaldo Cruz<a href="#notas"><sup>11</sup></a>, foram desenvolvidos diversos outros programas que        articulam diferentes propostas: desde incentivo e acelera&ccedil;&atilde;o de carreiras cient&iacute;ficas, at&eacute; de inclus&atilde;o social e desenvolvimento da cultura cient&iacute;fica de alunos e        professores da rede de educa&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica. Estes programas, normalmente, seguem        o modelo da inicia&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica oferecida na gradua&ccedil;&atilde;o universit&aacute;ria e se desen</font><font size="3" face="Arial, Helvetica, sans-serif">volvem em  unidades de pesquisa que desfrutam de condi&ccedil;&otilde;es diferenciadas de       estrutura de trabalho, significando, em qualquer de suas modalidades, alternativa      ]]></body>
<body><![CDATA[  de melhoria da qualidade do ensino experimentada pelos alunos e tamb&eacute;m pelos        professores, quando envolvidos nos programas. <br />       A seguir, apresentaremos um recorte de estudo realizado com pesquisadores de diferentes centros de pesquisa do Rio de Janeiro, com professores e        alunos de ensino m&eacute;dio, todos participantes de um programa de inicia&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica. Trata-se do N&uacute;cleo de Inicia&ccedil;&atilde;o Cient&iacute;fica J&uacute;nior do Col&eacute;gio de Aplica&ccedil;&atilde;o da        Universidade Federal do Rio de Janeiro (NIC Jr - CAp/UFRJ), que oferece a seus        alunos est&aacute;gios em diversos laborat&oacute;rios de pesquisa da universidade e de institutos parceiros<a href="#notas"><sup>12</sup></a>. Os principais eixos que nortearam este estudo foram: objetivos        do ensino m&eacute;dio e da forma&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica e a vis&atilde;o de ci&ecirc;ncia<a href="#notas"><sup>13</sup></a>. Embora os tr&ecirc;s        grupos participantes do estudo se situem em um mesmo extrato socioecon&ocirc;mico        e cultural refletem expectativas mais amplas depositadas no ensino m&eacute;dio brasileiro, &agrave;s quais retornaremos ao final deste artigo. <br />       Na an&aacute;lise do conte&uacute;do das respostas identificamos tr&ecirc;s expectativas centrais postas no ensino m&eacute;dio: 1) que ele desenvolva o pensamento cr&iacute;tico e habilidades para a vida pr&aacute;tica, para a inser&ccedil;&atilde;o no mundo do trabalho, para a cidadania; 2) que ele capacite para uma profiss&atilde;o, mesmo que esta se d&ecirc; em n&iacute;vel de      ]]></body>
<body><![CDATA[  ensino subsequente; e 3) que ele inicie os jovens nas estrat&eacute;gias e metodologias        do conhecimento/pensamento cient&iacute;fico, favorecendo a continuidade dos estudos.        Embora estas expectativas estejam presentes no grupo dos estudantes, dos professores e dos pesquisadores, em cada um deles predomina uma das expectativas expostas. <br />       Prevalece entre os professores a expectativa de que o ensino m&eacute;dio desenvolva habilidades e valores para a vida pr&aacute;tica, para o trabalho, para a cidadania. Entre os pesquisadores predomina a expectativa de que o ensino m&eacute;dio        promova a inicia&ccedil;&atilde;o dos jovens aos processos de produ&ccedil;&atilde;o do conhecimento        cient&iacute;fico, propiciando a continuidade dos estudos e, entre os estudantes, prepondera a expectativa de que ele promova um encaminhamento profissional. </font><font size="3" face="Arial, Helvetica, sans-serif">Embora sobressaia em cada grupo uma das expectativas, a forma como isso &eacute;  colocado sugere uma articula&ccedil;&atilde;o e converg&ecirc;ncia para a compreens&atilde;o, inser&ccedil;&atilde;o e        participa&ccedil;&atilde;o social em todas as suas dimens&otilde;es. <br />       A afinidade observada entre as expectativas por eles propostas e as finalidades estabelecidas para este n&iacute;vel de ensino pela legisla&ccedil;&atilde;o nos levam a concordar com Popkewitz (1994: 208), que afirma que os discursos constru&iacute;dos na        formula&ccedil;&atilde;o das pol&iacute;ticas e reformas educacionais institucionalmente legitimadas,        s&atilde;o produ&ccedil;&otilde;es da sociedade em seu processo de classifica&ccedil;&atilde;o, mobiliza&ccedil;&atilde;o e      ]]></body>
<body><![CDATA[  enfrentamento da realidade. <br />       Predomina entre os professores a perspectiva de que o ensino m&eacute;dio deva        promover uma abordagem cient&iacute;fica dos problemas reais do mundo contempor&acirc;neo, integrando-os, enquanto conte&uacute;dos escolares, com a vida pr&aacute;tica cotidiana,        com os fen&ocirc;menos que nos cercam, no intuito de garantir conhecimentos e desenvolvimento pessoal necess&aacute;rios para a vida, para a participa&ccedil;&atilde;o cidad&atilde;. Entretanto, a forte presen&ccedil;a desta dimens&atilde;o social entre os professores n&atilde;o parece se        traduzir a contento, na pr&aacute;tica cotidiana na sala de aula. V&aacute;rios fatores parecem        dificultar o desenvolvimento de um trabalho pedag&oacute;gico mais focado na capacita&ccedil;&atilde;o para vida pr&aacute;tica e para cidadania. Dentre os fatores citados pelos professores destacam-se, em ordem de incid&ecirc;ncia no estudo, as limita&ccedil;&otilde;es impostas        pelos exames vestibulares que d&atilde;o acesso ao ensino superior, a precariedade de        laborat&oacute;rios e de recursos materiais para aulas mais pr&aacute;ticas e contextualizadas e        a pouca articula&ccedil;&atilde;o intra e interdisciplinar. O volume e a abordagem dos conte&uacute;dos exigidos pelos exames vestibulares aparecem como par&acirc;metros que os professores se sentem obrigados a cumprir, resultando em pouco tempo em sala        para explorar as diversas possibilidades pedag&oacute;gicas de abordagem cient&iacute;fica da      ]]></body>
<body><![CDATA[  realidade e de seus conte&uacute;dos. <br />       Embora a dimens&atilde;o social da forma&ccedil;&atilde;o oferecida no ensino m&eacute;dio esteja        presente na perspectiva dos pesquisadores, estes fazem poucas refer&ecirc;ncias &agrave;s        repercuss&otilde;es do acesso aos conhecimentos cient&iacute;ficos no cotidiano dos alunos.        Podemos entender que a predomin&acirc;ncia, neste grupo, da expectativa de que o </font><font size="3" face="Arial, Helvetica, sans-serif">ensino m&eacute;dio promova a inicia&ccedil;&atilde;o dos jovens aos processos de produ&ccedil;&atilde;o do        conhecimento cient&iacute;fico esteja relacionada &agrave; expectativa de prepara&ccedil;&atilde;o para uma        poss&iacute;vel profissionaliza&ccedil;&atilde;o futura em carreiras cient&iacute;ficas, na perspectiva da provis&atilde;o de quadros de pessoal para a consolida&ccedil;&atilde;o, produ&ccedil;&atilde;o e expans&atilde;o do conhecimento cient&iacute;fico-tecnol&oacute;gico nacional. <br />       A expectativa dos estudantes de que o ensino m&eacute;dio promova uma base        de conte&uacute;dos que possibilite a escolha da carreira e a continuidade dos estudos        nos cursos universit&aacute;rios parece mostrar que, para estes estudantes, a participa&ccedil;&atilde;o na vida produtiva pressup&otilde;em a pr&eacute;via passagem pelos cursos superiores.      ]]></body>
<body><![CDATA[  Por um lado, este resultado evidencia o grupo social dos estudantes participantes        do estudo-classe m&eacute;dia que busca uma escola p&uacute;blica federal vinculada a uma        universidade como forma de ampliar as chances de seus filhos ingressarem no        ensino universit&aacute;rio p&uacute;blico e gratuito, que lhes proporcionar&aacute; carreiras melhor        remuneradas. Por outro, ele tamb&eacute;m indica que, a despeito da posi&ccedil;&atilde;o de classe,        o encaminhamento profissional &eacute; central para os jovens, na perspectiva de sua        inser&ccedil;&atilde;o e participa&ccedil;&atilde;o social. <br />       Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; vis&atilde;o dos estudantes quanto ao trabalho pedag&oacute;gico desenvolvido no ensino m&eacute;dio, mais da metade dos estudantes afirma que todas as        disciplinas contribuem e s&atilde;o importantes em sua forma&ccedil;&atilde;o, na medida em que        promovem o acesso a seus conte&uacute;dos e conhecimentos espec&iacute;ficos, desenvolvem      ]]></body>
<body><![CDATA[  habilidades (ler, compreender, raciocinar, refletir, comparar, etc.) e inicializam        nas metodologias de trabalho de cada uma das &aacute;reas de conhecimento. Para        eles, a efic&aacute;cia do ensino m&eacute;dio e seu pleno desenvolvimento est&atilde;o fortemente        condicionados a estrat&eacute;gias e metodologias de ensino utilizadas pelos professores. <br />       As press&otilde;es exercidas pelas exig&ecirc;ncias dos exames vestibulares s&atilde;o        igualmente percebidas pelos estudantes e refletidas no car&aacute;ter amb&iacute;guo das        respostas fornecidas por eles: ao mesmo tempo em que mais da metade deles        afirma que todas as disciplinas do ensino m&eacute;dio s&atilde;o importantes, um ter&ccedil;o dos </font><font size="3" face="Arial, Helvetica, sans-serif">estudantes participantes do estudo aponta a estrutura curricular do ensino m&eacute;dio        como prejudicial &agrave; realiza&ccedil;&atilde;o de suas finalidades. <br />       Embora os professores tamb&eacute;m registrem que a estrutura curricular &eacute; fator interveniente no desenvolvimento do ensino m&eacute;dio, em seu discurso e no de      ]]></body>
<body><![CDATA[  alguns pesquisadores, uma reforma curricular deveria compreender a revis&atilde;o dos        conte&uacute;dos, visando melhor dimension&aacute;-los (em termos de quantidade e profundidade) e melhor adequ&aacute;-los &agrave; realidade pr&aacute;tica e ao desenvolvimento cognitivo do        alunado desta faixa et&aacute;ria. J&aacute; a reforma curricular sugerida pelos estudantes        indica uma flexibiliza&ccedil;&atilde;o da grade curricular do ensino m&eacute;dio que permita aos        estudantes escolherem &aacute;reas do conhecimento e disciplinas a serem cursadas        segundo seus interesses, habilidades e pretens&otilde;es de carreira. <br />       De certa forma, a rede particular de ensino m&eacute;dio, que atende primordialmente as classes altas e m&eacute;dias que se encaminham para o ensino superior,        j&aacute; vem realizando esta especializa&ccedil;&atilde;o, a partir do momento em que os exames        vestibulares passaram a ministrar provas diferenciadas, baseadas na atribui&ccedil;&atilde;o        de maior peso a disciplinas espec&iacute;ficas de cada &aacute;rea. Se por um lado, esta modalidade de vestibular desobriga o estudante que, por exemplo, se candidata a um      ]]></body>
<body><![CDATA[  curso universit&aacute;rio na &aacute;rea de humanas, de estudar no mesmo n&iacute;vel de profundidade os conte&uacute;dos das disciplinas das &aacute;reas exatas ou biol&oacute;gicas, por outro, ela        pressiona o ensino m&eacute;dio a promover especializa&ccedil;&otilde;es por &aacute;reas, contrariando a        indica&ccedil;&atilde;o posta nos par&acirc;metros curriculares nacionais de uma forma&ccedil;&atilde;o geral,        em oposi&ccedil;&atilde;o &agrave; forma&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica. <br />       Com base nas quest&otilde;es acima, nos parece que a refer&ecirc;ncia &agrave; reestrutura&ccedil;&atilde;o da grade curricular do ensino m&eacute;dio, na perspectiva apresentada pelos        estudantes, relaciona-se ao fato de estes j&aacute; terem maior clareza sobre a &aacute;rea em        que pretendem prestar vestibular. Ao longo de todo nosso estudo, os estudantes        demonstraram que sua maior preocupa&ccedil;&atilde;o &eacute; a escolha profissional e o ingresso        em um curso superior valorizado, altamente concorrido. &Eacute; razo&aacute;vel que aqueles        que j&aacute; resolveram um destes dilemas (pelo menos a &aacute;rea profissional a seguir)      ]]></body>
<body><![CDATA[  queiram concentrar seus esfor&ccedil;os na resolu&ccedil;&atilde;o de outra grande preocupa&ccedil;&atilde;o: ser </font><font size="3" face="Arial, Helvetica, sans-serif"> aprovado no vestibular. Se o vestibular d&aacute; maior peso &agrave;s disciplinas segundo as &aacute;reas dos cursos pretendidos, por que perder tempo em estudo e dedica&ccedil;&atilde;o com      disciplinas que n&atilde;o trar&atilde;o contribui&ccedil;&otilde;es de peso &agrave; meta de aprova&ccedil;&atilde;o no vestibular? Diante deste quadro, os estudantes apresentam-se de forma pragm&aacute;tica,      demonstram l&oacute;gica e coer&ecirc;ncia com as regras que lhes s&atilde;o colocadas e com o      objetivo que priorizam para o ensino m&eacute;dio: promover uma base de conte&uacute;dos      que lhes possibilite a escolha da carreira e o ingresso nos cursos universit&aacute;rios,      ou seja, a profissionaliza&ccedil;&atilde;o, mesmo que para este grupo, em n&iacute;vel de ensino        subsequente. <br />       Todavia, pensando na realidade do ensino m&eacute;dio brasileiro e no ensino        priorizado pelos professores e pesquisadores participantes do estudo e pela        pr&oacute;pria legisla&ccedil;&atilde;o (de que este n&iacute;vel de ensino deva apresentar uma abordagem      ]]></body>
<body><![CDATA[  generalista b&aacute;sica, focada na prepara&ccedil;&atilde;o dos estudantes para o trabalho, compreens&atilde;o da realidade e participa&ccedil;&atilde;o cidad&atilde;), &eacute; necess&aacute;rio refletir sobre medidas        que, ao inv&eacute;s de firmar o ensino m&eacute;dio na educa&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica, perpetuam a dualidade de percursos, marcada por interesses de classe. </font></p>     <p><b><font size="3" face="Arial, Helvetica, sans-serif"> Ensino m&eacute;dio obrigat&oacute;rio para todos </font></b></p>     <p><font size="3" face="Arial, Helvetica, sans-serif">  Captamos em nosso estudo tr&ecirc;s expectativas centrais depositadas no ensino m&eacute;dio: capacitar para a vida pr&aacute;tica contempor&acirc;nea, para a cidadania; capacitar para a continuidade dos estudos, para o avan&ccedil;o cient&iacute;fico e tecnol&oacute;gico do        pa&iacute;s; e, capacitar para uma profissionaliza&ccedil;&atilde;o, mesmo que em n&iacute;vel de ensino        subseq&uuml;ente. Embora estas expectativas estejam marcadas pelo perfil do grupo        participante no estudo, todos situados em ambiente acad&ecirc;mico-centros de pesquisa, universidade e col&eacute;gio de aplica&ccedil;&atilde;o de uma universidade, considero que        s&atilde;o tamb&eacute;m representativas de expectativas presentes na sociedade mais ampla. <br />       No que diz respeito &agrave; expectativa de que o ensino m&eacute;dio promova a capacita&ccedil;&atilde;o para a vida pr&aacute;tica contempor&acirc;nea, observamos que o tipo de educa&ccedil;&atilde;o        necess&aacute;ria ao jovem do s&eacute;culo XXI tem sido tema frequente, mesmo em pa&iacute;ses </font><font size="3" face="Arial, Helvetica, sans-serif">onde a expans&atilde;o e universaliza&ccedil;&atilde;o do ensino secund&aacute;rio j&aacute; se encontram consolidadas. A amplia&ccedil;&atilde;o dos anos de escolariza&ccedil;&atilde;o tem sido defendida, como forma      ]]></body>
<body><![CDATA[  de capacita&ccedil;&atilde;o para a participa&ccedil;&atilde;o social, pol&iacute;tica e produtiva. Um dos argumentos que respalda esta defesa se ap&oacute;ia na percep&ccedil;&atilde;o de que o conhecimento        cient&iacute;fico e o desenvolvimento tecnol&oacute;gico transpuseram os laborat&oacute;rios e se        incorporaram &agrave; vida das pessoas, exigindo de todos os cidad&atilde;os um entendimento b&aacute;sico da natureza da ci&ecirc;ncia, dos processos e fundamentos da constru&ccedil;&atilde;o do        conhecimento cient&iacute;fico. Este conhecimento representa um capital simb&oacute;lico que        se constitui em uma das formas de garantir o exerc&iacute;cio da cidadania em um        mundo culturalmente marcado pela ci&ecirc;ncia e pela tecnologia. A necessidade de        incorpora&ccedil;&atilde;o do desenvolvimento t&eacute;cnico-cient&iacute;fico pela popula&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute; colocada apenas como reflexo das novas demandas de uma sociedade que tem o funcionamento de suas for&ccedil;as produtivas fortemente baseado na tecnologia, mas        tamb&eacute;m, como reflexo do hist&oacute;rico movimento de press&atilde;o pela democratiza&ccedil;&atilde;o        das rela&ccedil;&otilde;es sociais, pela democratiza&ccedil;&atilde;o do acesso &agrave; cultura em todas as suas        formas. Uma forma&ccedil;&atilde;o em sintonia com os desafios contempor&acirc;neos, como afirma Kuenzer (2000a), compreende a universaliza&ccedil;&atilde;o de uma educa&ccedil;&atilde;o  de abordagem generalista b&aacute;sica  cada vez mais ampliada, respaldada em princ&iacute;pios      ]]></body>
<body><![CDATA[  cient&iacute;ficos, human&iacute;sticos e hist&oacute;rico-cr&iacute;ticos e no desenvolvimento pleno das capacidades intelectivas dos cidad&atilde;os. <br />       Neste sentido, a implementa&ccedil;&atilde;o de uma especializa&ccedil;&atilde;o neste n&iacute;vel de ensino compromete a concretiza&ccedil;&atilde;o da real incorpora&ccedil;&atilde;o do ensino m&eacute;dio na educa&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica, em sua perspectiva de inclus&atilde;o social, pois tira a oportunidade,        talvez &uacute;nica para muitos estudantes, de ter contato com determinados conte&uacute;dos        e &aacute;reas de conhecimento, de ter desenvolvido todo o seu potencial intelectivo.        Falamos aqui da especializa&ccedil;&atilde;o que vem ocorrendo em escolas da rede particular,        no intuito da prepara&ccedil;&atilde;o para os vestibulares das institui&ccedil;&otilde;es de ensino superior,        como tamb&eacute;m, da especializa&ccedil;&atilde;o na perspectiva da forma&ccedil;&atilde;o profissional estritamente focada na funcionalidade para o mercado. &Eacute; importante refletir sobre        estes aspectos, relacionados &agrave; especializa&ccedil;&atilde;o no ensino m&eacute;dio, porque neles </font><font size="3" face="Arial, Helvetica, sans-serif"> radica-se a hist&oacute;rica dualidade estrutural deste segmento de ensino, sob novas        roupagens. <br />       As diretrizes educacionais para um ensino de forma&ccedil;&atilde;o geral estabelecidas      ]]></body>
<body><![CDATA[  para o ensino m&eacute;dio t&ecirc;m enfrentado diversas dificuldades. Uma delas, apresentada em nosso estudo, aponta para os par&acirc;metros estabelecidos pelo ensino        superior atrav&eacute;s de seus vestibulares, mais especificamente aqueles de universidades p&uacute;blicas. Neste sentido, o Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o est&aacute; reorientando o        Exame Nacional do Ensino M&eacute;dio (Enem) para torn&aacute;-lo um exame nacional &uacute;nico        para o acesso &agrave;s institui&ccedil;&otilde;es de ensino superior. <br />       O Enem foi criado em 1998 como parte de um sistema nacional de avalia&ccedil;&atilde;o e acompanhamento da educa&ccedil;&atilde;o em seus diferentes n&iacute;veis, com vistas ao        aprimoramento das estat&iacute;sticas e diagn&oacute;sticos educacionais. O Enem tem        tamb&eacute;m atendido a certifica&ccedil;&atilde;o de jovens e adultos em descompasso com a        escolariza&ccedil;&atilde;o nas faixas et&aacute;rias adequadas. Ao longo dos anos, a divulga&ccedil;&atilde;o e os        usos dos resultados do Enem t&ecirc;m gerado muitas pol&ecirc;micas. Seus resultados t&ecirc;m        alimentado um &quot;ranking&quot;, em que as escolas da rede particular apresentam os      ]]></body>
<body><![CDATA[  melhores  resultados, fortalecendo um grupo de empres&aacute;rios da educa&ccedil;&atilde;o que        vem conquistando espa&ccedil;o nas esferas do poder p&uacute;blico. <br />       Uma das principais cr&iacute;ticas aos exames educacionais nacionais como aferidores de n&iacute;veis de qualidade para a educa&ccedil;&atilde;o &eacute; feita por grupos  defensores da        educa&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica. Em sua argumenta&ccedil;&atilde;o denunciam que os usos que deles se        tem feito desqualificam as escolas da rede p&uacute;blica, ocultando determinantes        internos<a href="#notas"><sup>14</sup></a> e externos<a href="#notas"><sup>15</sup></a> do baixo rendimento destas escolas e favorecendo a mercantiliza&ccedil;&atilde;o do ensino atrav&eacute;s da venda de pacotes pedag&oacute;gicos, da contrata&ccedil;&atilde;o      de empresas privadas para a realiza&ccedil;&atilde;o das provas em &acirc;mbito nacional e da      capta&ccedil;&atilde;o de estudantes e de financiamentos para a rede privada de ensino superior, como vem ocorrendo no pa&iacute;s. <br />     A proposta de unificar os vestibulares atrav&eacute;s do Enem &eacute; apresentada pelo      Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o como um chamamento &agrave;s institui&ccedil;&otilde;es de ensino superior      ]]></body>
<body><![CDATA[para repensar o ensino m&eacute;dio no sentido da defini&ccedil;&atilde;o de conte&uacute;dos e habilidades </font><font size="3" face="Arial, Helvetica, sans-serif"> fundamentais, tanto para o ingresso na educa&ccedil;&atilde;o superior, quanto para a forma&ccedil;&atilde;o humana<a href="#notas"><sup>16</sup></a>. Contudo, &eacute; preciso ter claro que a unifica&ccedil;&atilde;o dos vestibulares        n&atilde;o altera a ess&ecirc;ncia do problema e, se faz necess&aacute;rio, que grupos comprometidos com um sistema educacional p&uacute;blico, gratuito, unit&aacute;rio,  laico e universal,        como o estabelecido em nossa Constitui&ccedil;&atilde;o, se mobilizem no sentido de fazer        frente e resist&ecirc;ncia a pol&iacute;ticas que podem nos levar a repetir a experi&ecirc;ncia vivida        pelo Chile que, embora se encontre entre os pa&iacute;ses da Am&eacute;rica Latina melhor        situados no Programa Internacional de Avalia&ccedil;&atilde;o de Alunos da Organiza&ccedil;&atilde;o para        a Coopera&ccedil;&atilde;o e Desenvolvimento Econ&ocirc;mico (Pisa/OCDE), tem denunciado nas        recentes manifesta&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas de seus estudantes, os &quot;custos&quot; do sistema        misto de educa&ccedil;&atilde;o para as popula&ccedil;&otilde;es menos favorecidas. <br />       A expectativa de que o ensino m&eacute;dio favore&ccedil;a a continuidade dos estudos      ]]></body>
<body><![CDATA[  em n&iacute;vel de ensino universit&aacute;rio, na perspectiva dos pesquisadores participantes        do estudo, se alia a todo um pensamento contempor&acirc;neo que enfatiza a percep&ccedil;&atilde;o de que o desenvolvimento das na&ccedil;&otilde;es depende de sua capacita&ccedil;&atilde;o para        participar dos mercados produtores de ci&ecirc;ncia e tecnologia. O atendimento a esta        demanda implica a defini&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas de planejamento estrat&eacute;gico a        serem executadas a longo prazo, principalmente nas &aacute;reas de educa&ccedil;&atilde;o, ci&ecirc;ncia e        tecnologia. No que diz respeito &agrave; educa&ccedil;&atilde;o, recai sobre o ensino b&aacute;sico, onde        agora se inclui o ensino m&eacute;dio, o desafio de promover uma s&oacute;lida base cient&iacute;ficotecnol&oacute;gica que atenda, n&atilde;o s&oacute; as demandas de forma&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica para a cidadania e participa&ccedil;&atilde;o social, como tamb&eacute;m, as demandas de forma&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica        para a profissionaliza&ccedil;&atilde;o tanto imediata, quanto futura. <br />       A quest&atilde;o da profissionaliza&ccedil;&atilde;o &eacute; central neste segmento de ensino. A        busca de inser&ccedil;&atilde;o no mundo do trabalho &eacute; um movimento inerente aos jovens de      ]]></body>
<body><![CDATA[  qualquer camada social, na medida em que &eacute; atrav&eacute;s do trabalho que se d&aacute; sua        entrada no mundo adulto, na vida social. A propalada participa&ccedil;&atilde;o cidad&atilde;, em        nossa sociedade capitalista, compreende a conquista da autonomia e emancipa&ccedil;&atilde;o adquiridas atrav&eacute;s da obten&ccedil;&atilde;o de renda. Os estudantes participantes de      nossa pesquisa pertencem a um grupo que desfruta da &quot;morat&oacute;ria social&quot; descri</font><font size="3" face="Arial, Helvetica, sans-serif">ta por Margulis e Urresti (2008). Est&atilde;o liberados da necessidade imediata de        trabalhar e podem se dedicar por maior per&iacute;odo aos estudos e &agrave; sua forma&ccedil;&atilde;o        em n&iacute;vel de ensino universit&aacute;rio, de forma a garantir melhores oportunidades de        inser&ccedil;&atilde;o no mercado de trabalho. Com certeza, n&atilde;o &eacute; o que ocorre com os        49,1% dos jovens brasileiros de 15 a 17 anos, que est&atilde;o fora da escola m&eacute;dia. <br />       O estabelecimento da obrigatoriedade do ensino m&eacute;dio parece apontar        para a conquista de uma &quot;morat&oacute;ria social&quot; para os jovens das camadas sociais      ]]></body>
<body><![CDATA[  menos favorecidas. Contudo, para que o ensino m&eacute;dio se configure como uma        via de forma&ccedil;&atilde;o que amplie as oportunidades de inser&ccedil;&atilde;o no mercado de trabalho, algo mais precisa ser feito, a come&ccedil;ar pela constru&ccedil;&atilde;o de condi&ccedil;&otilde;es para        que as camadas populares possam manter seus jovens na escola por mais tempo. A perman&ecirc;ncia destes jovens na escola est&aacute; tamb&eacute;m atrelada ao que a escola        m&eacute;dia tem a lhes oferecer. A expans&atilde;o educacional, da forma como vem ocorrendo, n&atilde;o tem apresentado resultados satisfat&oacute;rios, como demonstram as avalia&ccedil;&otilde;es da educa&ccedil;&atilde;o nacional em seus diferentes n&iacute;veis e os &iacute;ndices de evas&atilde;o e        defasagem da escolariza&ccedil;&atilde;o nas faixas et&aacute;rias adequadas. A capacita&ccedil;&atilde;o, remunera&ccedil;&atilde;o, garantia de condi&ccedil;&otilde;es de trabalho, de envolvimento e dedica&ccedil;&atilde;o por        parte dos professores, assim como, a revis&atilde;o curricular, incorpora&ccedil;&atilde;o da cultura e        das artes nos programas escolares e o provimento de infra-estrutura f&iacute;sica e de        recursos did&aacute;ticos s&atilde;o alguns dos desafios a serem enfrentados na instaura&ccedil;&atilde;o da        obrigatoriedade do ensino m&eacute;dio. <br />       A integra&ccedil;&atilde;o entre o ensino m&eacute;dio e a forma&ccedil;&atilde;o profissional t&eacute;cnica se      ]]></body>
<body><![CDATA[  apresenta como uma via promissora, no sentido de atender a expectativa de        forma&ccedil;&atilde;o profissional, sem abrir m&atilde;o de uma forma&ccedil;&atilde;o geral, que articule conhecimento, trabalho e cultura. Investimentos do poder p&uacute;blico no ensino m&eacute;dio        t&eacute;cnico-profissional parecem reafirmar esta via. Esperamos que a experi&ecirc;ncia        acumulada pelas escolas t&eacute;cnicas federais na articula&ccedil;&atilde;o e integra&ccedil;&atilde;o entre a        forma&ccedil;&atilde;o geral e profissional possa ser congregada a estas iniciativas. <br />       A incorpora&ccedil;&atilde;o do ensino m&eacute;dio &agrave; educa&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica brasileira n&atilde;o tem como ser vista de forma alienada dos processos globais, nos quais estamos imer</font><font size="3" face="Arial, Helvetica, sans-serif">sos. Mesmo tendo a certeza de que n&atilde;o captamos todas as nuances de interesses        envolvidos na quest&atilde;o &eacute; importante que antes de 2016, quando o poder p&uacute;blico e        os pais poder&atilde;o ser responsabilizados pelos jovens que estiverem fora da escola,        possamos melhor definir qual ensino m&eacute;dio queremos e podemos oferecer aos        jovens brasileiros. <br />     ]]></body>
<body><![CDATA[  Para que o ensino m&eacute;dio possa representar um desequil&iacute;brio na reprodu&ccedil;&atilde;o das condi&ccedil;&otilde;es de exist&ecirc;ncia e de perspectivas de futuro dos jovens brasileiros&eacute; necess&aacute;rio, como afirma Bonal (2011), para al&eacute;m da expans&atilde;o do acesso, a      implica&ccedil;&atilde;o coletiva do Estado, das fam&iacute;lias, da escola e da sociedade, no sentido      do desenvolvimento de condi&ccedil;&otilde;es educativas para o aprendizado intelectual necess&aacute;rio a uma forma&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica, human&iacute;stica e pol&iacute;tica. </font></p>     <p><font size="3" face="Arial, Helvetica, sans-serif">  <b><a name="notas" id="notas"></a><font size="2">Notas</font></b> </font></p>     <p><font size="2" face="Arial, Helvetica, sans-serif"> <sup>1</sup> Como Chieco (1998), Bueno (2000), Kuenzer e Grabowski (2006) e Saviani (2007) entre outros. </font></p>     <p><font size="2" face="Arial, Helvetica, sans-serif"> <sup>2</sup> &quot;Par&acirc;metros Curriculares Nacionais: ensino m&eacute;dio. Bases Legais&quot;, v. 1, p. 37, 1999. </font></p>     <p><font size="2" face="Arial, Helvetica, sans-serif"> <sup>3</sup> NSTA, 1993; CEPAL/UNESCO, 1995. </font></p>     <p><font size="2" face="Arial, Helvetica, sans-serif"> <sup>4</sup> Dispon&iacute;vel em: &lt;<a href="http://www.fedepsp.org.br" target="_blank">http://www.fedepsp.org.br</a>&gt;. Acesso em novembro 2011. </font></p>     <p><font size="2" face="Arial, Helvetica, sans-serif"> <sup>5</sup> Dados da S&iacute;ntese de Indicadores Sociais 2010. </font></p>     <p><font size="2" face="Arial, Helvetica, sans-serif"> <sup>6</sup> Sistema de Avalia&ccedil;&atilde;o da Educa&ccedil;&atilde;o B&aacute;sica  - Saeb; Exame Nacional do Ensino M&eacute;dio  - Enem; Sistema  Nacional de Avalia&ccedil;&atilde;o da Educa&ccedil;&atilde;o Superior - Sinaes. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Arial, Helvetica, sans-serif"> <sup>7</sup> Como por exemplo, a Comiss&atilde;o Econ&ocirc;mica para a Am&eacute;rica Latina e Caribe (CEPAL), a Organiza&ccedil;&atilde;o    para a Coopera&ccedil;&atilde;o e o Desenvolvimento Econ&ocirc;mico (OCDE), Banco Interamericano de Desenvolvimento  (BID) e Banco Internacional de Reconstru&ccedil;&atilde;o e Desenvolvimento (Bird). </font></p>     <p><font size="2" face="Arial, Helvetica, sans-serif"> <sup>8</sup> Para maior aprofundamento no tema ver Rezende Pinto, Amaral e Castro (2011).</font></p>     <p><font size="2" face="Arial, Helvetica, sans-serif">  <sup>9</sup>  Para maior aprofundamento no tema ver Silva Junior, Lucena e Ferreira (2011).</font></p>     <p><font size="2" face="Arial, Helvetica, sans-serif">  <sup>10</sup> Programa Bolsa Fam&iacute;lia  -  criado em 2004, consiste basicamente na concess&atilde;o mensal de renda &agrave;s    fam&iacute;lias em situa&ccedil;&atilde;o de pobreza, condicionando o acesso ao benef&iacute;cio ao atendimento de requisitos tais    como renda m&iacute;nima per capta e freq&uuml;&ecirc;ncia escolar, entre outros.</font></p>     <p><font size="2" face="Arial, Helvetica, sans-serif">  <sup>11</sup> Programa Voca&ccedil;&atilde;o Cient&iacute;fica (Provoc - Fiocruz)</font></p>     <p><font size="2" face="Arial, Helvetica, sans-serif">  <sup>12</sup> S&atilde;o eles: Funda&ccedil;&atilde;o Oswaldo Cruz (Fiocruz), Centro Brasileiro de Pesquisas F&iacute;sicas (CBPF) e Pontif&iacute;cia    Universidade Cat&oacute;lica do Rio de Janeiro (PUC/RJ). Na UFRJ, participaram do estudo pesquisadores dos    seguintes centros de pesquisa: Centro de Ci&ecirc;ncias da Sa&uacute;de, Centro Tecnol&oacute;gico, Centro de Ci&ecirc;ncias    Matem&aacute;ticas e da Natureza, Museu Nacional, Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano e Regional,  Centro de Filosofia e Ci&ecirc;ncias Humanas e Instituto de Filosofia e Ci&ecirc;ncias Sociais. </font></p>     <p><font size="2" face="Arial, Helvetica, sans-serif"> <sup>13</sup> O estudo em quest&atilde;o fez uso de question&aacute;rios e entrevistas. A partir da an&aacute;lise do conte&uacute;do do    material coletado, identificamos e congregamos as ideias centrais em cada grupo, realizando em seguida  an&aacute;lises estat&iacute;sticas de freq&uuml;&ecirc;ncia simples. </font></p>     <p><font size="2" face="Arial, Helvetica, sans-serif"> <sup>14</sup> Tais como 34% do ensino m&eacute;dio p&uacute;blico ser realizado em turno noturno, a carga hor&aacute;ria m&eacute;dia de    ensino estar abaixo de 5 horas di&aacute;rias, a aus&ecirc;ncia de recursos did&aacute;ticos, laborat&oacute;rios, bibliotecas e    mesmo infra-estrutura f&iacute;sica b&aacute;sica que compreenda banheiros e refeit&oacute;rios, a falta de docentes e a alta  rotatividade destes profissionais, entre outros.</font></p>     <p><font size="2" face="Arial, Helvetica, sans-serif">  <sup>15</sup> Condi&ccedil;&otilde;es de vida da popula&ccedil;&atilde;o, capital econ&ocirc;mico, cultural e social das fam&iacute;lias dos alunos, distribui&ccedil;&atilde;o de renda, entorno social da escola e &iacute;ndices viol&ecirc;ncia, entre outros. </font></p>     <p> <font size="2" face="Arial, Helvetica, sans-serif">  <sup>16</sup> Proposta &agrave; Associa&ccedil;&atilde;o Nacional de Dirigentes das Institui&ccedil;&otilde;es Federais de Ensino Superior. Dispon&iacute;vel  em: <a href="http://www.mec.com.br" target="_blank">http://www.mec.com.br</a>. Acesso em set 2011. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Arial, Helvetica, sans-serif">  <b>Bibliograf&iacute;a</b> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Arial, Helvetica, sans-serif"> 1. ALMEIDA, A.M.F. (2009) <i>As Escolas dos Dirigentes Paulistas: ensino m&eacute;dio, vestibular, desigualdade social</i>. Argvmentvm: Belo Horizonte, MG.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1375640&pid=S1515-9485201200010000600001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Arial, Helvetica, sans-serif"> 2. BRASIL. (2004) <i>Decreto n. 514, de 23 de julho de 2004.</i> Di&aacute;rio Oficial da Uni&atilde;o,  Bras&iacute;lia, DF.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1375642&pid=S1515-9485201200010000600002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Arial, Helvetica, sans-serif"> 3. BRASIL.  (1998) Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o. Conselho Nacional de Educa&ccedil;&atilde;o.    C&acirc;mara de Educa&ccedil;&atilde;o B&aacute;sica. <i>Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino M&eacute;dio</i>. Bras&iacute;lia, DF.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1375644&pid=S1515-9485201200010000600003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Arial, Helvetica, sans-serif"> 4. BRASIL.  (2010) Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o. Instituto Nacional de Estudos e    Pesquisas Educacionais (INEP). <i>Censo Escolar 2010: resumo t&eacute;cnico,    vers&atilde;o preliminar</i>. Bras&iacute;lia, DF: INEP. Dispon&iacute;vel em: &lt;<a href="http://www.portal.inep.gov.br" target="_blank">http://www.portal.inep.gov.br</a>&gt;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1375646&pid=S1515-9485201200010000600004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->. </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Arial, Helvetica, sans-serif"> 5. BRASIL.  (2010) Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o. Instituto Nacional de Estudos e    Pesquisas Educacionais (INEP). <i>Sinopse Estat&iacute;stica da Educa&ccedil;&atilde;o Superior    2009</i>. Bras&iacute;lia, DF. Dispon&iacute;vel em: &lt; <a href="http://www.portal.inep.gov.br" target="_blank">http://www.portal.inep.gov.br</a>&gt;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1375648&pid=S1515-9485201200010000600005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->.</font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Arial, Helvetica, sans-serif"> 6. BRASIL, Semtec, (1999) <i>Par&acirc;metros Curriculares Nacionais: ensino m&eacute;dio. Bases  Legais</i>. Bras&iacute;lia, DF.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1375650&pid=S1515-9485201200010000600006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Arial, Helvetica, sans-serif"> 7. BONAL, X. (2009) &quot;La Educaci&oacute;n em Tiempos de Globalizaci&oacute;n: &iquest;qui&eacute;n se beneficia?&quot; <i>Educa&ccedil;&atilde;o e Sociedade</i>, vol. 30, (n. 108), outubro. Campinas, SP.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1375652&pid=S1515-9485201200010000600007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Arial, Helvetica, sans-serif"> 8. BUENO, M. S. S. (2000) <i>Pol&iacute;ticas Atuais para o Ensino M&eacute;dio</i>. Papirus: Campinas.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1375654&pid=S1515-9485201200010000600008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Arial, Helvetica, sans-serif"> 9. CEPAL/UNESCO. 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Dispon&iacute;vel em: &lt;<a href="http://www.ibge.gov.br" target="_blank">http://www.ibge.gov.br</a>&gt;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1375660&pid=S1515-9485201200010000600011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->. </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Arial, Helvetica, sans-serif"> 12. KUENZER, A. Z.  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Campinas, SP.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1375666&pid=S1515-9485201200010000600014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Arial, Helvetica, sans-serif"> 15. KUENZER, A. Z., GRABOWSKI, G. (2006) &quot;Educa&ccedil;&atilde;o Profissional: desafios para a    constru&ccedil;&atilde;o de um projeto para os que vivem do  trabalho&quot;. <i>Perspectiva</i>,    v. 24, (n.1), jan/jun. Florian&oacute;polis, S.C.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1375668&pid=S1515-9485201200010000600015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Arial, Helvetica, sans-serif"> 16. MARGULIS, M. E URRESTI, M. (2008) &quot;La Juventud es m&aacute;s que uma palavra&quot;.Em:    ARIOVICH, L. et al. <i>La Juventud es m&aacute;s que uma palavra</i>. Edt. 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Campinas, SP.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1375678&pid=S1515-9485201200010000600020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Arial, Helvetica, sans-serif"> 21. SILVA JUNIOR, J. dos R.; LUCENA, C. e FERREIRA,  L.  R.  (2011)  &quot;As  rela&ccedil;&otilde;es    entre o ensino m&eacute;dio e a educa&ccedil;&atilde;o superior no Brasil: profissionaliza&ccedil;&atilde;o    e privatiza&ccedil;&atilde;o&quot;. <i>Educa&ccedil;&atilde;o e Sociedade</i>, vol. 32, (n. 116), jul-set. 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