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<journal-title><![CDATA[Revista electrónica de investigación en educación en ciencias]]></journal-title>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Atividades Didáticas de Resolução de Problemas e o Ensino de Conteúdos Procedimentais]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[We present and discuss some of the results achieved through the study of teaching practices in problem solving based on problem-situations, whose developments in the classroom follow an investigative approach. First, we have elaborated Didactic Activities on Problem Solving (ADRP), which were subsequently presented and discussed with the members of the Working Group of Physics Teachers (GTPF/NEC) who collaborated in this study. These ADRP were implemented in different high school classes by four teachers participating in the GTPF. We present our analysis of these implementations and also some considerations about aspects of the teaching-learning process, more specifically on the teaching of procedural contents.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Resolução de problemas]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b><font size="3" face="Arial, Helvetica, sans-serif">ART&Iacute;CULOS ORIGINALES</font></b></p>     <p><font size="3"><b><font size="4" face="Arial, Helvetica, sans-serif">Atividades  Did&aacute;ticas de Resolu&ccedil;&atilde;o de Problemas e o</font></b><font size="4" face="Arial, Helvetica, sans-serif"> <b>Ensino  de Conte&uacute;dos Procedimentais</b></font></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Luiz Clement<sup>1</sup>, Eduardo Adolfo  Terrazzan<sup>2</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Arial, Helvetica, sans-serif"><a href="mailto:lclement@joinville.udesc.br">lclement@joinville.udesc.br</a>, <a href="mailto:eduterra@pq.cnpq.br">eduterra@pq.cnpq.br</a></font></p>     <p><font size="2" face="Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>1</sup> Professor do  Departamento de F&iacute;sica da Universidade do Estado de Santa Catarina,  Joinville/SC, Brasil<br /> </font><font size="2" face="Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>2</sup> Professor do Centro  de Educa&ccedil;&atilde;o da Universidade Federal de Santa Maria, Santa Maria/RS, Brasil</font></p>     <p>&nbsp;</p> <hr />     <p><font size="2" face="Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Resumo</b></font></p>     <p><font size="2" face="Arial, Helvetica, sans-serif"> Neste artigo,  apresentamos e discutimos alguns dos resultados alcan&ccedil;ados por meio do estudo  sobre   pr&aacute;ticas did&aacute;ticas  de Resolu&ccedil;&atilde;o de Problemas baseadas em situa&ccedil;&otilde;es-problema, cujos   desenvolvimentos,  em sala de aula, procuram seguir uma abordagem investigativa. Primeiramente,   elaboramos  Atividades Did&aacute;ticas de Resolu&ccedil;&atilde;o de Problemas (ADRP), as quais foram   posteriormente  apresentadas e discutidas com os professores participantes do Grupo de Trabalho  de   Professores de  F&iacute;sica (GTPF/NEC), que atuaram como colaboradores neste estudo. Estas ADRP   foram implementadas  em diferentes turmas do Ensino M&eacute;dio, por quatro professores participantes   do GTPF. A partir  da an&aacute;lise destas implementa&ccedil;&otilde;es apresentamos os resultados e as considera&ccedil;&otilde;es   feitas sobre alguns  aspectos relativos ao processo de ensino-aprendizagem, mais especificamente,   sobre o ensino de  conte&uacute;dos procedimentais.</font></p>     <p><font size="2" face="Arial, Helvetica, sans-serif"> <b>Palabras clave: </b>Resolu&ccedil;&atilde;o de  problemas; Conte&uacute;dos procedimentais; Ensino de f&iacute;sica.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Arial, Helvetica, sans-serif"> <b><i>Didactic Activities of Solving  Problems and the Teaching of Procedures Contents</i></b></font></p>     <p><font size="2" face="Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Abstract</b></font></p>     <p><font size="2" face="Arial, Helvetica, sans-serif"> We present and  discuss some of the results achieved through the study of teaching practices in   problem solving  based on problem-situations, whose developments in the classroom follow an   investigative  approach. First, we have elaborated Didactic Activities on Problem Solving  (ADRP),   which were  subsequently presented and discussed with the members of the Working Group of   Physics Teachers  (GTPF/NEC) who collaborated in this study. These ADRP were implemented in   different high  school classes by four teachers participating in the GTPF. We present our  analysis of   these  implementations and also some considerations about aspects of the  teaching-learning process,   more specifically  on the teaching of procedural contents.</font></p>     <p><font size="2" face="Arial, Helvetica, sans-serif"> <b>Keywords: </b>Solving Problems;  Procedures Contents; Physics Education.</font></p> <hr />     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Arial, Helvetica, sans-serif"> <b>1. INTRODU&Ccedil;&agrave;O</b></font></p>     <p><font size="3" face="Arial, Helvetica, sans-serif"> No ensino de  Ci&ecirc;ncias e Matem&aacute;tica as atividades did&aacute;ticas   de resolu&ccedil;&atilde;o de  problemas s&atilde;o consideradas atividades   fundamentais para a  promo&ccedil;&atilde;o da aprendizagem dos alunos.   Fato que leva  alguns pesquisadores a atribu&iacute;rem &agrave; resolu&ccedil;&atilde;o   de problemas uma  fun&ccedil;&atilde;o de &quot;<i>motor do ato de pensar</i>&quot;  (Vasconcelos et al,  2007). Outros autores, tais como   Caballer Senabre  (1994), consideram que a resolu&ccedil;&atilde;o de   problemas possui um  aspecto fundamental na atividade   cient&iacute;fica e para a  aprendizagem das Ci&ecirc;ncias se torna um   processo  intelectual decisivo. Com isso, as pesquisas sobre a   tem&aacute;tica de  resolu&ccedil;&atilde;o de problemas no ensino de Ci&ecirc;ncias   s&atilde;o constantes e  justific&aacute;veis pela import&acirc;ncia atribu&iacute;da a essas atividades  did&aacute;ticas no processo de escolariza&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="3" face="Arial, Helvetica, sans-serif"> A import&acirc;ncia da tem&aacute;tica  de resolu&ccedil;&atilde;o de problemas como   campo de pesquisa  se justifica tamb&eacute;m pelo fato de que no   ensino de F&iacute;sica e,  em geral, no ensino de Ci&ecirc;ncias e de   Matem&aacute;tica, uma  parte significativa da carga hor&aacute;ria das   aulas costuma ser  dedicada para sess&otilde;es de Resolu&ccedil;&atilde;o de   Problemas. Isto &eacute;  facilmente constat&aacute;vel nos sistemas   educacionais de  diversos pa&iacute;ses, sendo inclusive uma   caracter&iacute;stica  b&aacute;sica da realidade educacional brasileira.</font></p>     <p><font size="3" face="Arial, Helvetica, sans-serif"> Diante disso, a  tem&aacute;tica de resolu&ccedil;&atilde;o de problemas se   constituiu em um  campo tradicional de pesquisa na &aacute;rea de   educa&ccedil;&atilde;o em ci&ecirc;ncias. Estas  pesquisas relativas &agrave; tem&aacute;tica   de resolu&ccedil;&atilde;o de  problemas, t&ecirc;m como campo de   investiga&ccedil;&atilde;o tanto  o ensino b&aacute;sico quanto o ensino superior   (Coronel e Curotto,  2008; Vasconcelos et al, 2007; Lopes,   2004).</font></p>     <p><font size="3" face="Arial, Helvetica, sans-serif"> Cabe adiantar aqui  que apesar de v&aacute;rios professores   mencionarem que  realizam, normalmente, pr&aacute;ticas de   resolu&ccedil;&atilde;o de  problemas em sala de aula, o que realmente   fazem &eacute; a resolu&ccedil;&atilde;o  de &quot;exerc&iacute;cios&quot;. Por outro lado,&eacute;  necess&aacute;rio alertar  tamb&eacute;m, que a distin&ccedil;&atilde;o entre problema e   exerc&iacute;cio &eacute; muito  sutil e n&atilde;o pode ser tomada em termos   absolutos (Peduzzi,  1997). Portanto, o que come&ccedil;amos a   problematizar aqui  &eacute; a &ecirc;nfase que &eacute; dada para a quantidade   de resolu&ccedil;&otilde;es em  detrimento da qualidade delas, ou seja, a   prioridade dada &agrave;s  resolu&ccedil;&otilde;es mec&acirc;nicas ao inv&eacute;s das   resolu&ccedil;&otilde;es que  tenham um maior significado para os alunos   e que propiciam  realmente um pensamento reflexivo.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Arial, Helvetica, sans-serif"> De forma geral, na  resolu&ccedil;&atilde;o tradicional de exerc&iacute;cios, n&atilde;o   costuma haver  an&aacute;lise qualitativa, visando uma maior   compreens&atilde;o sobre o  contexto e a F&iacute;sica envolvida na   enuncia&ccedil;&atilde;o dos  exerc&iacute;cios. Com isso, a resolu&ccedil;&atilde;o acaba se   resumindo em  simples manipula&ccedil;&otilde;es matem&aacute;ticas ou na   simples enuncia&ccedil;&atilde;o  de princ&iacute;pios e leis f&iacute;sicas, cujas   contribui&ccedil;&otilde;es para  a vida di&aacute;ria dos alunos s&atilde;o dif&iacute;ceis de   serem  identificadas. Os exerc&iacute;cios/problemas/quest&otilde;es,   assim nomeados e  encontrados nos livros did&aacute;ticos, n&atilde;o se   constituem, em si  mesmos, problemas para os alunos,   embora alguns deles  possam ter em seus enunciados   situa&ccedil;&otilde;es bastante  interessantes. Tais   exerc&iacute;cios/problemas/quest&otilde;es  podem passar a se constituir   como um problema  para o aluno na medida em que forem   problematizados/reformulados  pelo professor e inseridos em   um contexto que  lhes dar&aacute; sentido. Dessa forma, n&atilde;o ficar&atilde;o   restritos a uma  aplica&ccedil;&atilde;o ou verifica&ccedil;&atilde;o de conhecimentos,   mas sim, passar&atilde;o a  fazer parte do processo construtivo do   saber.</font></p>     <p><font size="3" face="Arial, Helvetica, sans-serif"> Em fun&ccedil;&atilde;o destas  constata&ccedil;&otilde;es realizamos um trabalho   conjunto com alguns  professores, objetivando produzir   mudan&ccedil;as na forma  de apresenta&ccedil;&atilde;o e de resolu&ccedil;&atilde;o dos   problemas/exerc&iacute;cios  em sala de aula e ao mesmo tempo   investigar sobre  todo esse processo. Partimos da ideia de   que as atividades  de resolu&ccedil;&atilde;o de problemas devem   propiciar aos  alunos o desenvolvimento de uma   aprendizagem que  lhes permita n&atilde;o apenas resolver   problemas  escolares, mas tamb&eacute;m, problemas cotidianos.   Por&eacute;m, para que  isso ocorra, &eacute; preciso ensinar aos alunos,   al&eacute;m dos conte&uacute;dos  conceituais, tamb&eacute;m os conte&uacute;dos   procedimentais e  atitudinais, fundamentais para a resolu&ccedil;&atilde;o   de problemas.  Somente dessa forma pode-se almejar que os   alunos desenvolvam  uma autonomia maior para saber   proceder e agir  frente a novas situa&ccedil;&otilde;es-problema, longe ou   momentaneamente  afastados do olhar e da ajuda do   professor. Nesse  sentido, no presente artigo objetivamos   apresentar e  discutir alguns aspectos relativos ao ensino de   conte&uacute;dos  procedimentais por meio de Atividades Did&aacute;ticas de Resolu&ccedil;&atilde;o de  Problemas com car&aacute;ter investigativo.</font></p>     <p><font size="3" face="Arial, Helvetica, sans-serif"> <b>2. CONTE&Uacute;DOS  PROCEDIMENTAIS</b></font></p>     <p><font size="3" face="Arial, Helvetica, sans-serif"> Os conte&uacute;dos  procedimentais expressam um saber fazer,   que envolve tomada  de decis&otilde;es e realiza&ccedil;&atilde;o de uma s&eacute;rie   de a&ccedil;&otilde;es, de forma  ordenada e n&atilde;o aleat&oacute;ria, para atingir   uma meta (Pro  Bueno, 1995; Pozo, Postigo e Crespo, 1995;   Coll e Valls,  2000). Esta defini&ccedil;&atilde;o &eacute; amparada por um   entendimento comum  entre v&aacute;rios autores sobre o que sejam   os conte&uacute;dos  procedimentais, pois, permite a clara   identifica&ccedil;&atilde;o dos  tra&ccedil;os caracter&iacute;sticos de todo   procedimento, quais  sejam: a) referir-se a uma atua&ccedil;&atilde;o; b)   n&atilde;o ser uma atua&ccedil;&atilde;o  qualquer, mas ordenada; c) objetivar</font><font size="3" face="Arial, Helvetica, sans-serif"> alcance de uma  meta.</font></p>     <p><font size="3" face="Arial, Helvetica, sans-serif"> Uma justificativa  consider&aacute;vel a favor da inclus&atilde;o de   conte&uacute;dos  procedimentais nos curr&iacute;culos escolares &eacute; a   expectativa de que  as pessoas, ao conclu&iacute;rem a   escolariza&ccedil;&atilde;o  b&aacute;sica, saibam fazer o maior n&uacute;mero de   atividades  poss&iacute;veis com o conhecimento constru&iacute;do ao   longo de seu  processo de escolariza&ccedil;&atilde;o. No entanto, para a   incorpora&ccedil;&atilde;o destes  conte&uacute;dos nas programa&ccedil;&otilde;es   curriculares  devemos atentar para uma freq&uuml;ente confus&atilde;o   que se estabelece  em rela&ccedil;&atilde;o aos conte&uacute;dos procedimentais.   Estes, por vezes,  s&atilde;o confundidos com os procedimentos de   ensino utilizados  pelo professor ou at&eacute; mesmo, com as   atividades de  aprendizagem realizadas pelos alunos, que   fazem parte do que  podemos chamar de metodologia. O que   se pretende por  meio dos procedimentos &eacute; que o aluno   desenvolva suas  potencialidades de fazer coisas,   conhecimento este  que tem valor em si mesmo, n&atilde;o se   tratando apenas de  um meio para aprender no&ccedil;&otilde;es ou   conceitos, como &eacute; o  caso da metodologia (Coll e Valls,   2000).</font></p>     <p><font size="3" face="Arial, Helvetica, sans-serif"> O significado de  procedimento e metodologia ser&aacute; o mesmo   somente quando o  professor entender que o seu m&eacute;todo, sua   estrat&eacute;gia, dever&aacute;  ser aprendido tamb&eacute;m pelo aluno. Isso   pode ocorrer quando  o professor prop&otilde;e uma atividade   did&aacute;tica na qual  considera de muita valia que o aluno siga   um conjunto de  etapas para a realiza&ccedil;&atilde;o da mesma e tem a   inten&ccedil;&atilde;o de que os  alunos n&atilde;o s&oacute; desenvolvam um conjunto   de no&ccedil;&otilde;es e  conhecimentos por meio das etapas propostas,   mas tamb&eacute;m que  aprendam essa ordem.</font></p>     <p><font size="3" face="Arial, Helvetica, sans-serif"> No contexto em  quest&atilde;o, Coll e Valls (2000) apresentam um   conjunto de verbos  denominados por eles de <i>&quot;verbos procedimentais&quot;</i>. Alguns deles s&atilde;o: <i>manejar, usar, construir, aplicar,  coletar, observar, experimentar, elaborar, simular,  demonstrar, planejar, avaliar, representar,  analisar, identificar, </i>entre outros<i>. </i>Estes verbos   indicam uma a&ccedil;&atilde;o,  um saber fazer, quer dizer, expressam   procedimentos que  s&atilde;o necess&aacute;rios em v&aacute;rias atividades   did&aacute;ticas.</font></p>     <p><font size="3" face="Arial, Helvetica, sans-serif"> Tomando como ponto  de partida este conjunto de verbos,   uma an&aacute;lise das  compet&ecirc;ncias e habilidades apresentadas   nos Par&acirc;metros  Curriculares Nacionais (Brasil, 1999),   mostra claramente  que o desenvolvimento de v&aacute;rias delas   exige a  aprendizagem de procedimentos. Listamos algumas   das habilidades,  presentes nesse documento, em que isso   fica explicitado:</font></p> <ul>       <li><font size="3" face="Arial, Helvetica, sans-serif"><i>Identificar vari&aacute;veis  relevantes e selecionar os procedimentos  necess&aacute;rios para a produ&ccedil;&atilde;o, an&aacute;lise e interpreta&ccedil;&atilde;o de  resultados, de processos e experimentos  cient&iacute;ficos e tecnol&oacute;gicos.</i></font></li>       <li><font size="3" face="Arial, Helvetica, sans-serif"><i>Analisar qualitativamente  dados quantitativos representados  gr&aacute;fica ou algebricamente relacionados a contextos  s&oacute;cio-econ&ocirc;micos, cient&iacute;ficos ou</i></font><font size="3" face="Arial, Helvetica, sans-serif"><i>cotidianos.</i></font></li>       ]]></body>
<body><![CDATA[<li><font size="3" face="Arial, Helvetica, sans-serif"><i>Formular quest&otilde;es a partir de  situa&ccedil;&otilde;es reais analisadas e  compreender aquelas j&aacute; enunciadas.</i></font></li>       <li><font size="3" face="Arial, Helvetica, sans-serif"><i>Identificar em dada  situa&ccedil;&atilde;o-problema as informa&ccedil;&otilde;es ou  vari&aacute;veis relevantes e poss&iacute;veis estrat&eacute;gias para  resolv&ecirc;-la.</i></font></li>       <li><font size="3" face="Arial, Helvetica, sans-serif"><i>Formular hip&oacute;teses e prever  resultados.</i></font></li>       <li><font size="3" face="Arial, Helvetica, sans-serif"><i>Identificar fen&ocirc;menos naturais  ou grandezas em dado dom&iacute;nio do  conhecimento cient&iacute;fico, estabelecer rela&ccedil;&otilde;es;  identificar regularidades, invariantes e transforma&ccedil;&otilde;es.</i></font></li>       <li><font size="3" face="Arial, Helvetica, sans-serif"><i>Articular, integrar e  sistematizar fen&ocirc;menos e teorias dentro de uma  ci&ecirc;ncia, entre as v&aacute;rias ci&ecirc;ncias e &aacute;reas de conhecimento.</i></font></li>     </ul>     <p><font size="3" face="Arial, Helvetica, sans-serif"> O mesmo cabe ao  conjunto de compet&ecirc;ncias e habilidades   estabelecidas como  base para a elabora&ccedil;&atilde;o das provas do   ENEM - Exame  Nacional do Ensino M&eacute;dio, institu&iacute;do pelo   Instituto Nacional  de Estudos e Pesquisas Educacionais do   Brasil em 1998.  Tais provas t&ecirc;m como objetivo avaliar o   desempenho dos  alunos que terminam a escolaridade b&aacute;sica,   para aferir o  desenvolvimento de compet&ecirc;ncias   fundamentais ao  exerc&iacute;cio pleno da cidadania (Documento   B&aacute;sico do ENEM,  2000).</font></p>     <p><font size="3" face="Arial, Helvetica, sans-serif"> Os procedimentos,  de alguma forma, sempre fizeram parte   das atividades escolares.  Contudo, foram ensinados e   aprendidos da mesma  forma como s&atilde;o aprendidos outros   conte&uacute;dos n&atilde;o  previstos nos planejamentos. Por&eacute;m, ao   atentarmos para o  que est&aacute; dito nos PCN, a saber, que  &quot;<i>conte&uacute;dos  procedimentais s&atilde;o abordados muitas vezes de maneira equivocada,  n&atilde;o sendo tratados como objetos de ensino, que  necessitam da intera&ccedil;&atilde;o direta do professor para serem de fato  aprendidos</i>&quot; (1998, p. 76), vemos   refor&ccedil;ado, mais uma  vez, nosso argumento acerca da   necessidade da  incorpora&ccedil;&atilde;o de conte&uacute;dos procedimentais   nos curr&iacute;culos  escolares.</font></p>     <p><font size="3" face="Arial, Helvetica, sans-serif"> Conforme Pro Bueno  (1997; 1998), no caso do ensino de   conte&uacute;dos  procedimentais em aulas de ci&ecirc;ncias, n&atilde;o   podemos considerar  apenas a presen&ccedil;a ou aus&ecirc;ncia destes   nas programa&ccedil;&otilde;es  curriculares do processo de ensinoaprendizagem;  &eacute; preciso analisar  tamb&eacute;m os n&iacute;veis de   complexidade  associados a estes conte&uacute;dos. Este autor   afirma ainda que &eacute;  poss&iacute;vel que se ensine procedimentos em   aulas de ci&ecirc;ncias,  entretanto, destaca que isso n&atilde;o se   configura numa  tarefa t&atilde;o f&aacute;cil quanto, por ventura, possa   parecer. Por isso,  estabelece tr&ecirc;s fatores a serem   considerados sobre  essa problem&aacute;tica, a saber: em que   consiste o conte&uacute;do  procedimental, em que contexto vai ser   utilizado e que  pr&eacute;-requisitos s&atilde;o requeridos para a sua   aprendizagem.</font></p>     <p><font size="3" face="Arial, Helvetica, sans-serif"> Na tentativa de  estabelecer um ordenamento para o ensino e   a aprendizagem de  conte&uacute;dos procedimentais, podem ser   considerados alguns  dos crit&eacute;rios propostos por Coll e Valls   (2000),  sintetizados na sequ&ecirc;ncia:</font></p> <ul>       ]]></body>
<body><![CDATA[<li><font size="3" face="Arial, Helvetica, sans-serif"> primeiramente, come&ccedil;ar o ensino por um conjunto de     procedimentos que  comumente s&atilde;o considerados os mais     b&aacute;sicos, os quais  em geral, se fazem presentes nas     atividades  cotidianas dos alunos. Com isso, gradualmente     podem ser  incorporados ao conjunto de procedimentos     b&aacute;sicos alguns mais  complexos e espec&iacute;ficos.</font></li>       <li><font size="3" face="Arial, Helvetica, sans-serif"> atentar para o grau de conhecimento e pr&aacute;tica dos     alunos a respeito  dos conte&uacute;dos procedimentais que ser&atilde;o     propostos a eles. O  desenvolvimento dos novos     procedimentos deve  tomar como ponto de partida os     conhecimentos  pr&eacute;vios dos alunos, tanto sobre o campo     procedimental  quanto aos conte&uacute;dos factuais e     conceituais  necess&aacute;rios para uma aprendizagem mais     completa destes  novos procedimentos.</font></li>       <li><font size="3" face="Arial, Helvetica, sans-serif"> ter em mente a globalidade da tarefa educativa nas     institui&ccedil;&otilde;es  escolares para incluir nos curr&iacute;culos certos     procedimentos que  n&atilde;o s&atilde;o t&atilde;o evidenciados quanto     outros, prevendo  assim sua ordem seq&uuml;encial ao longo     das etapas  educacionais.</font></li>     </ul>     <p><font size="3" face="Arial, Helvetica, sans-serif"> O aprendizado de  procedimentos n&atilde;o acontece de forma   espont&acirc;nea. Ele &eacute;  possibilitado a partir de atividades   did&aacute;ticas cujos  planejamentos contemplam indicativas claras   sobre quais ser&atilde;o  os conte&uacute;dos procedimentais a serem   ensinados por meio  delas. Exceto por algumas   especificidades, a  aprendizagem de procedimentos est&aacute;  estritamente vinculada  com os demais tipos de conte&uacute;dos   (conceituais e  atitudinais), isto &eacute;, n&atilde;o ocorre de maneira   isolada.</font></p>     <p><font size="3" face="Arial, Helvetica, sans-serif"> A aprendizagem de  procedimentos acontece   gradativamente,  quer dizer, o aluno n&atilde;o aprende um   procedimento por  completo num primeiro momento, mas,   poder&aacute; ampliar sua  aprendizagem ao longo do tempo (Pozo   e Crespo, 1998).  Com um planejamento cuidadoso e   criterioso do  ensino de conte&uacute;dos procedimentais, ao longo   da escolaridade, os  alunos podem aprender a praticar a&ccedil;&otilde;es   cada vez mais  complexas, com maior autonomia e maior   grau de  sociabilidade.</font></p>     <p><font size="3" face="Arial, Helvetica, sans-serif"> Estes conte&uacute;dos  podem ser trabalhados nas aulas, como   objetos de ensino,  por meio de determinados tipos de   atividades. Isso  provavelmente n&atilde;o acontecer&aacute; mediante   aulas expositivas,  por&eacute;m, acreditamos na possibilidade de se   trabalhar conte&uacute;dos  procedimentais por meio das Atividades   Did&aacute;ticas de  Resolu&ccedil;&atilde;o de Problemas baseadas em um   enfoque  investigativo.</font></p>     <p><font size="3" face="Arial, Helvetica, sans-serif"> <b>3. ATIVIDADES  DID&Aacute;TICAS DE RESOLU&Ccedil;&agrave;O DE PROBLEMAS NUMA  PERSPECTIVA INVESTIGATIVA</b></font></p>     <p><font size="3" face="Arial, Helvetica, sans-serif"> A argumenta&ccedil;&atilde;o em  torno do ensino por investiga&ccedil;&atilde;o&eacute;  bastante favor&aacute;vel  a ele, sinalizando que esta forma de   ensino estimula os  alunos a refletir, debater, formular   questionamentos,  elaborar e confirmar ou refutar hip&oacute;teses,   justificar id&eacute;ias e  aplicar conhecimentos em situa&ccedil;&otilde;es novas   (Segura, Molina e  Pedreros, 1997; Azevedo, 2004; Gil P&eacute;rez   et al, 1992;  Rodrigues e Borges, 2008; Munford e Lima,   2007; Zompero e  Labur&uacute;, 2010). Al&eacute;m disso, o ensino por   investiga&ccedil;&atilde;o  procura trazer aspectos da investiga&ccedil;&atilde;o   cient&iacute;fica para o  contexto escolar, principalmente resgatando   o valor dos <i>problemas </i>para a constru&ccedil;&atilde;o de conhecimentos. </font></p>     <p><font size="3" face="Arial, Helvetica, sans-serif">O ensino por  investiga&ccedil;&atilde;o se fundamenta em uma vis&atilde;o   construtivista,  visando assim uma participa&ccedil;&atilde;o ativa do   aluno no processo  de ensino-aprendizagem. Uma das   maiores influ&ecirc;ncias  do movimento construtivista para o   contexto  educacional foi a de deslocar o centro de aten&ccedil;&atilde;o   dos m&eacute;todos de  ensino (t&eacute;cnicas) para os processos de   aprendizagem  (Aguiar Jr, 1998).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Arial, Helvetica, sans-serif"> No ensino por  investiga&ccedil;&atilde;o, visando a promo&ccedil;&atilde;o da   aprendizagem,  assume-se que as diferentes estrat&eacute;gias de   ensino que poder&atilde;o  ser adotadas devem considerar que&eacute;  fundamental ter a defini&ccedil;&atilde;o  de um problema (ou uma   situa&ccedil;&atilde;o-problema).  Azevedo (2004) afirma &quot;<i>se tivermos como objetivo um  planejamento e uma proposta de ensino por investiga&ccedil;&atilde;o,  n&atilde;o podemos utilizar o t&iacute;tulo problema inadequadamente&quot; </i>(p. 19). Neste  sentido, a autora sinaliza   para uma distin&ccedil;&atilde;o  entre o que se pode considerar como um   problema  propriamente dito e o que se apresenta como um   simples exerc&iacute;cio.  De maneira bastante gen&eacute;rica, pode-se   afirmar que uma  dada situa&ccedil;&atilde;o caracteriza-se como um   problema para um  indiv&iacute;duo quando, ao procurar resolv&ecirc;-la,   ele n&atilde;o chega a uma  solu&ccedil;&atilde;o de forma imediata ou   autom&aacute;tica. Neste  caso, necessariamente, o solucionador   envolve-se num  processo de reflex&atilde;o e de tomada de   decis&otilde;es para  chegar a uma solu&ccedil;&atilde;o. Numa atividade   envolvendo apenas exerc&iacute;cios,  por sua vez, o que se observa  &eacute; o uso de  rotinas/passos automatizados, quer dizer, as   situa&ccedil;&otilde;es com as  quais o indiv&iacute;duo se depara j&aacute; s&atilde;o por ele   conhecidas, podendo  ser resolvidas por meios ou caminhos   habituais (Gil  P&eacute;rez e Mart&iacute;nez Torregrosa, 1987; Garret,   1995; Peduzzi,  1997; Pozo, 1998; entre outros).</font></p>     <p><font size="3" face="Arial, Helvetica, sans-serif"> Conforme j&aacute;  adiantado na introdu&ccedil;&atilde;o deste artigo, a   distin&ccedil;&atilde;o entre  problema e exerc&iacute;cio &eacute; bastante sutil, n&atilde;o   podendo ser  especificada em termos absolutos (Peduzzi,   1997). Para uma  determinada pessoa uma situa&ccedil;&atilde;o proposta   pode configurar-se  em um problema, enquanto que para   outra ou at&eacute; para  esta pr&oacute;pria pessoa em um momento   posterior, a mesma  situa&ccedil;&atilde;o pode ser vista como um mero   exerc&iacute;cio. Por isso  esta distin&ccedil;&atilde;o, em &uacute;ltima inst&acirc;ncia,   depender&aacute; de cada  indiv&iacute;duo (de seus conhecimentos, de sua   experi&ecirc;ncia e do  grupo cultural de que faz parte), da tarefa   proposta e de sua  atitude diante dela.</font></p>     <p><font size="3" face="Arial, Helvetica, sans-serif"> Com base nesse  conjunto de argumentos, os trabalhos na  &aacute;rea de educa&ccedil;&atilde;o  cient&iacute;fica buscaram apresentar propostas   de como elaborar e  desenvolver atividades did&aacute;ticas com   car&aacute;ter  investigativo. Atividades did&aacute;ticas com car&aacute;ter   investigativo podem  ser desenvolvidas por diferentes   formas, ou seja,  mediante uma atividade de l&aacute;pis e papel -   resolu&ccedil;&atilde;o de  problemas (Gil P&eacute;rez e Mat&iacute;nez Torregrosa,   1987; Gil P&eacute;rez et  al 1992); uma atividade com uso de   experimento  (Borges, 2002); ou ainda uma atividade com   uso de texto de  divulga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica (Menegat et al, 2007).</font></p>     <p><font size="3" face="Arial, Helvetica, sans-serif"> Al&eacute;m disso, outros  tipos de atividades investigativas s&atilde;o   poss&iacute;veis, tais  como: atividades te&oacute;ricas, em que os alunos   se envolvem em  estudos de caso e dever&atilde;o se posicionar   frente a assuntos  controversos; atividades com banco de   dados, tendo como  desafio a elabora&ccedil;&atilde;o de uma   argumenta&ccedil;&atilde;o  baseada em evid&ecirc;ncias; atividades de   simula&ccedil;&atilde;o,  explorando um fen&ocirc;meno a partir de simula&ccedil;&otilde;es   em computador (S&aacute;  et al, 2007).</font></p>     <p><font size="3" face="Arial, Helvetica, sans-serif"> Tendo em vista  nosso prop&oacute;sito de trabalhar com ADRP   numa perspectiva investigativa,  realizamos uma an&aacute;lise   criteriosa de  v&aacute;rios modelos de resolu&ccedil;&atilde;o encontrados na   literatura da &aacute;rea  de educa&ccedil;&atilde;o em ci&ecirc;ncias e matem&aacute;tica.   Escolhemos um deles  para orientar a prepara&ccedil;&atilde;o de nossas   atividades  did&aacute;ticas. Dentre todos, o modelo proposto por   Gil P&eacute;rez et al  (1992) nos pareceu o mais adequado, tendo   em vista se tratar  de um modelo de Resolu&ccedil;&atilde;o de Problemas   que se baseia numa  perspectiva investigativa, procurando   favorecer uma  din&acirc;mica de sala de aula em que aspectos da   investiga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica  estejam presentes.</font></p>     <p><font size="3" face="Arial, Helvetica, sans-serif"> Os autores partem  da ideia de que, inicialmente, n&atilde;o h&aacute;  necessidade estrita  de se formular &quot;novos problemas&quot; ou  &quot;problemas  mais complexos&quot; al&eacute;m daqueles j&aacute; presentes nos   planejamentos  elaborados e/ou nos livros did&aacute;ticos adotados   pelos professores.  Por isso, o que eles prop&otilde;em como   encaminhamento &eacute; a  transforma&ccedil;&atilde;o das situa&ccedil;&otilde;es   apresentadas nos  exerc&iacute;cios usualmente trabalhados em sala   de aula em &quot;aut&ecirc;nticos  problemas&quot;, a partir da   transforma&ccedil;&atilde;o de  seus enunciados. Por exemplo:</font></p>     <p><font size="3" face="Arial, Helvetica, sans-serif"> Enunciado  tradicional<br />     <i>Joga-se uma pedra  verticalmente para cima, com velocidade inicial  de 10 m/s, em um local em que a acelera&ccedil;&atilde;o da  gravidade &eacute; igual a 9,8 m/s2. Calcule a altura m&aacute;xima atingida  pela pedra.</i></font></p>     <p><font size="3" face="Arial, Helvetica, sans-serif"> Enunciado  transformado<br />     <i>Qual a altura  m&aacute;xima atingida por uma bola chutada para cima?</i></font></p>     <p><font size="3" face="Arial, Helvetica, sans-serif"> Al&eacute;m disso, novos  problemas podem ser elaborados, com   um enunciado que  permita uma resolu&ccedil;&atilde;o de car&aacute;ter   investigativo, por  exemplo:<br />   <i>Um jovem que est&aacute;  passeando com seu carro na cidade se distrai ao trocar o  cd do aparelho de som. Quando retorna a olhar para frente  v&ecirc; o sinal de tr&acirc;nsito fechado e pedestres  atravessando a rua; ele atropelar&aacute; os pedestres ou n&atilde;o?</i></font></p>     <p><font size="3" face="Arial, Helvetica, sans-serif"> A meta principal &eacute;  oferecer aos alunos uma formula&ccedil;&atilde;o, o   mais aberta  poss&iacute;vel, da situa&ccedil;&atilde;o que se quer estudar. Ao se   realizar ADRP nesta  perspectiva, pretende-se que os alunos   relacionem id&eacute;ias  de forma significativa, aproximando-os do   processo de  constru&ccedil;&atilde;o de conhecimentos da pr&oacute;pria   ci&ecirc;ncia, ou seja,  espera-se que ao mesmo tempo em que   aprendam os  conte&uacute;dos conceituais relacionados &agrave; situa&ccedil;&atilde;oproblema   em quest&atilde;o, possam  perceber, ainda que   simplificadamente,  como &eacute; produzido o conhecimento nesta  &aacute;rea.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Arial, Helvetica, sans-serif"> Tendo sido  elaboradas as situa&ccedil;&otilde;es-problema, conforme   exemplos acima,  estas poder&atilde;o ser resolvidas com base   numa seq&uuml;&ecirc;ncia de  etapas formulada a partir de pequenas   modifica&ccedil;&otilde;es feitas  no modelo alternativo de Resolu&ccedil;&atilde;o de   Problemas de Gil P&eacute;rez et al (1992). Esta seq&uuml;&ecirc;ncia   encontra-se discriminada a seguir:</font></p>     <p><font size="3" face="Arial, Helvetica, sans-serif"> <i>An&aacute;lise qualitativa  do problema</i><br /> Realizar uma  an&aacute;lise qualitativa antes de qualquer   planejamento  quantitativo &eacute; fundamental para a   compreens&atilde;o da  situa&ccedil;&atilde;o-problema que se apresenta, bem   como, para evitar  um &quot;operativismo cego&quot;. Neste sentido,   procura-se nesta  etapa definir ou redefinir de maneira   precisa a  situa&ccedil;&atilde;o-problema a ser estudada.</font></p>     <p><font size="3" face="Arial, Helvetica, sans-serif"> <i>Emiss&atilde;o de  hip&oacute;teses e estimativas</i><br /> A partir de  considera&ccedil;&otilde;es de ordem qualitativa sobre a   situa&ccedil;&atilde;o-problema  em estudo, &eacute; poss&iacute;vel passar para a   formula&ccedil;&atilde;o de  hip&oacute;teses sobre ela. S&atilde;o as hip&oacute;teses que   determinam o que  deve ser considerado como &quot;dados&quot;  necess&aacute;rios para  sua solu&ccedil;&atilde;o, ao contr&aacute;rio do que acontece   num estilo  empirista de solu&ccedil;&atilde;o (favorecido pelo tipo   habitual de  enunciados) em que a tomada de dados &eacute; tida   como ponto de  partida.</font></p>     <p><font size="3" face="Arial, Helvetica, sans-serif"> <i>Elabora&ccedil;&atilde;o de  estrat&eacute;gia(s) de resolu&ccedil;&atilde;o</i><br /> A elabora&ccedil;&atilde;o de  estrat&eacute;gias de resolu&ccedil;&atilde;o sup&otilde;e a   explicita&ccedil;&atilde;o de uma  vis&atilde;o global do problema, ou seja, a sua   elabora&ccedil;&atilde;o n&atilde;o derivar&aacute;  unicamente dos princ&iacute;pios te&oacute;ricos,   mas tamb&eacute;m, da  an&aacute;lise qualitativa e das hip&oacute;teses emitidas,   bem como, da  experi&ecirc;ncia e dos conhecimentos particulares.</font><font size="3" face="Arial, Helvetica, sans-serif"> Espera-se que os  alunos elaborem diferentes formas de   resolu&ccedil;&atilde;o que  possibilitem um contraste entre os processos   de resolu&ccedil;&atilde;o a  serem praticados e assim, explicitem a   coer&ecirc;ncia do  conjunto de conhecimentos que eles disp&otilde;em.   Isso &eacute;  possibilitado pelo tipo de enunciado proposto, uma   vez que este n&atilde;o  permite um simples manejo operativo de   dados e inc&oacute;gnitas,  gra&ccedil;as a aus&ecirc;ncia explicita dos   primeiros. Neste  sentido, ao solicitar aos alunos a   elabora&ccedil;&atilde;o pr&eacute;via  de estrat&eacute;gias de resolu&ccedil;&atilde;o, aposta-se na   necessidade de  realizar o equivalente do que se faz num   trabalho cient&iacute;fico  de car&aacute;ter experimental, a elabora&ccedil;&atilde;o do   plano de execu&ccedil;&atilde;o  do experimento, ou seja, se insiste na   necessidade de ter  uma vis&atilde;o clara do que se tenta resolver e   de como faz&ecirc;-lo,  sem cair em mimetismos sem reflex&atilde;o ou   em pr&aacute;ticas de puro  &quot;ensaio e erro&quot;.</font></p>     <p><font size="3" face="Arial, Helvetica, sans-serif"> <i>Aplica&ccedil;&atilde;o da(s) estrat&eacute;gia(s)  de resolu&ccedil;&atilde;o</i><br /> Esta &eacute; a etapa em  que se efetua a resolu&ccedil;&atilde;o propriamente   dita da  situa&ccedil;&atilde;o-problema. A solu&ccedil;&atilde;o &eacute; buscada de acordo   com a estrat&eacute;gia  estabelecida na etapa anterior, chegando-se   assim a um  &quot;resultado&quot;, ou seja, a uma das respostas   poss&iacute;veis para a  situa&ccedil;&atilde;o-problema em quest&atilde;o.</font></p>     <p><font size="3" face="Arial, Helvetica, sans-serif"> <i>An&aacute;lise do(s)  resultado(s)</i><br /> A etapa de an&aacute;lise  do(s) resultado(s) tem por objetivo   contrastar e  verificar as hip&oacute;teses emitidas, permitindo   averiguar at&eacute; que  ponto a avalia&ccedil;&atilde;o qualitativa da situa&ccedil;&atilde;o   (origem de todo o  desenvolvimento) estava correta e/ou a   estrat&eacute;gia seguida  era adequada.</font></p>     <p><font size="3" face="Arial, Helvetica, sans-serif"> <i>Elabora&ccedil;&atilde;o de  s&iacute;ntese explicativa do processo de resolu&ccedil;&atilde;o praticado e  sinaliza&ccedil;&atilde;o de novas situa&ccedil;&otilde;es-problema</i><br /> Nesta &uacute;ltima etapa  do processo, espera-se que os alunos   elaborem uma s&iacute;ntese  da resolu&ccedil;&atilde;o do problema, ou seja,   fa&ccedil;am uma  recapitula&ccedil;&atilde;o dos aspectos mais importantes da   resolu&ccedil;&atilde;o  praticada. Tamb&eacute;m se espera que sinalizem novas   situa&ccedil;&otilde;es-problema  que possam surgir a partir do estudo   investigativo  realizado ou que sejam de seu interesse.</font></p>     <p><font size="3" face="Arial, Helvetica, sans-serif"> A din&acirc;mica de  resolu&ccedil;&atilde;o de problemas, com enfoque   investigativo, pode  desenvolver-se tanto por meio de uma   atividade de l&aacute;pis  e papel, quanto de uma atividade com uso   de experimento, ou  ainda, de uma atividade com uso de   texto. &Eacute; sempre  importante que propicie um trabalho em   grupo e que envolva  situa&ccedil;&otilde;es vivenciais, as quais devem   ser apresentadas o  mais abertas poss&iacute;veis, de modo que   estimulem os alunos  a levantarem as &quot;vari&aacute;veis&quot; envolvidas,   os par&acirc;metros  relevantes e as possibilidades de resolu&ccedil;&atilde;o,   exigindo, assim,  uma mobiliza&ccedil;&atilde;o dos conhecimentos   necess&aacute;rios para o  encaminhamento do processo de   resolu&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="3" face="Arial, Helvetica, sans-serif"> <b>4. CARACTERIZA&Ccedil;&agrave;O  DO ESPA&Ccedil;O E METODOLOGIA DE  DESENVOLVIMENTO DA PESQUISA</b></font></p>     <p><font size="3" face="Arial, Helvetica, sans-serif"> As reflex&otilde;es que  apresentamos neste artigo referem-se&agrave;  an&aacute;lise de um  conjunto de implementa&ccedil;&otilde;es de ADRP, em   sala de aula, em 05  turmas do Ensino M&eacute;dio, envolvendo 04   professores. Para  auxiliar na leitura e entendimento,   apresentamos abaixo  um quadro de caracteriza&ccedil;&atilde;o dos   professores  colaboradores da pesquisa.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><font size="2" face="Arial, Helvetica, sans-serif"> <b>Quadro 1: </b>Caracteriza&ccedil;&atilde;o dos  sujeitos envolvidos na pesquisa. </font><br /> <img src="/img/revistas/reiec/v6n1/a08tab1.png" width="580" height="164" /></p>     <p><font size="3" face="Arial, Helvetica, sans-serif">As ADRP utilizadas  nas interven&ccedil;&otilde;es did&aacute;ticas realizadas   foram elaboradas,  segundo crit&eacute;rios j&aacute; discutidos   anteriormente, a  partir de um trabalho conjunto com   professores  participantes do Grupo de Trabalho de   Professores de  F&iacute;sica (GTPF) do N&uacute;cleo de Educa&ccedil;&atilde;o em   Ci&ecirc;ncias (NEC) do  Centro de Educa&ccedil;&atilde;o da UFSM. Esses 04   professores tamb&eacute;m  participavam desse grupo no per&iacute;odo   em que a pesquisa  foi desenvolvida.</font></p>     <p><font size="3" face="Arial, Helvetica, sans-serif"> O GTPF realizava  encontros semanais de cerca de quatro   horas de dura&ccedil;&atilde;o  para o desenvolvimento de suas atividades.   As atividades do  GTPF se constituem basicamente em: (1)   produ&ccedil;&atilde;o de  atividades did&aacute;ticas, de diversas naturezas,   organizadas em  conjuntos chamados M&oacute;dulos Did&aacute;ticos   (MD); (2) uso  destes MD em sala de aula; (3)   acompanhamento e  avalia&ccedil;&atilde;o, desenvolvida em coletivo, de   todas as a&ccedil;&otilde;es  realizadas. As atividades did&aacute;ticas,   constituintes dos  MD, baseavam-se em diferentes recursos   did&aacute;ticos:  experimentos, analogias, textos, v&iacute;deos e   atividades de  resolu&ccedil;&atilde;o de situa&ccedil;&otilde;es-problema.</font></p>     <p><font size="3" face="Arial, Helvetica, sans-serif"> Dessa forma, dentre  as diversas atividades desenvolvidas   pelo GTPF nos  interessou, em particular, acompanhar as   implementa&ccedil;&otilde;es, em  sala de aula, das ADRP incorporadas   nos MD elaborados.  Para tanto, podemos caracterizar nossa   pesquisa mediante  quatro etapas:</font></p> <ul>       <li><font size="3" face="Arial, Helvetica, sans-serif"><i>Etapa I - elabora&ccedil;&atilde;o das ADRP</i>. Primeiramente     elaboramos  Atividades Did&aacute;ticas baseadas em     situa&ccedil;&otilde;es-problema  cujo processo de resolu&ccedil;&atilde;o procura     seguir uma  abordagem investigativa. As ADRP foram     elaboradas  previamente e apresentadas para discuss&atilde;o     com os professores  do GTPF. As discuss&otilde;es foram     feitas em reuni&otilde;es  espec&iacute;ficas para o estudo desta     tem&aacute;tica. A  participa&ccedil;&atilde;o de alguns professores do     GTPF na discuss&atilde;o e  na implementa&ccedil;&atilde;o das ADRP, em     sala de aula, se  justifica pelo fato do grupo possuir     como um de seus  objetivos e desafios a discuss&atilde;o sobre     situa&ccedil;&otilde;es o mais  pr&oacute;ximas poss&iacute;veis da viv&ecirc;ncia     cotidiana dos  alunos, para serem trabalhadas numa     perspectiva de  Resolu&ccedil;&atilde;o de Problemas e, ainda, pelo     interesse  particular de alguns professores em     aprofundar estudos  sobre essa tem&aacute;tica.</font></li>       <li><font size="3" face="Arial, Helvetica, sans-serif"><i>Etapa II - implementa&ccedil;&atilde;o das  ADRP em sala de aula</i>.     Essas implementa&ccedil;&otilde;es  foram realizadas em turmas de     1&ordf;, 2&ordf; e 3&ordf; s&eacute;ries  do Ensino M&eacute;dio, na disciplina de     F&iacute;sica, pelos  professores colaboradores dessa pesquisa     (quadro 1). As  implementa&ccedil;&otilde;es foram acompanhadas     diretamente e  videogravadas sempre que poss&iacute;vel.</font></li>       <li><font size="3" face="Arial, Helvetica, sans-serif"><i>Etapa III - an&aacute;lise das ADRP  implementadas em sala de aula</i>. Para este  trabalho utilizamos os dados     coletados por meio  de documentos - produ&ccedil;&atilde;o dos     alunos e di&aacute;rios de  campo; videograva&ccedil;&otilde;es-  videograva&ccedil;&atilde;o das  implementa&ccedil;&otilde;es das ADRP e     entrevistas -  realizadas com os professores ao t&eacute;rmino     das implementa&ccedil;&otilde;es.</font></li>       <li><font size="3" face="Arial, Helvetica, sans-serif"><i>Etapa IV - entrevista com os  professores colaboradores</i>. Ao t&eacute;rmino das  implementa&ccedil;&otilde;es das     ADRP realizamos uma  entrevista com cada um dos     quatro professores  colaboradores, com o prop&oacute;sito de     obter as reflex&otilde;es,  avalia&ccedil;&otilde;es, opini&otilde;es e sugest&otilde;es     deles sobre  diferentes aspectos da implementa&ccedil;&atilde;o das     ADRP em sala de  aula.</font></li>     </ul>     <p><font size="3" face="Arial, Helvetica, sans-serif"> Neste artigo, em  espec&iacute;fico, apresentamos nossas an&aacute;lises   sobre o ensino de  conte&uacute;dos procedimentais por meio destas   atividades,  procurando evidenciar a import&acirc;ncia deste tipo   de conte&uacute;dos e a  viabilidade de faz&ecirc;-lo mediante as ADRP.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Arial, Helvetica, sans-serif">  <b>5. RESULTADOS E AN&Aacute;LISE</b></font></p>     <p><font size="3" face="Arial, Helvetica, sans-serif"> Os resultados e  an&aacute;lises que realizamos, para apresentar e   discutir alguns dos  aspectos relativos ao processo de ensinoaprendizagem   de conte&uacute;dos  procedimentais por meio de   ADRP, ser&atilde;o  apresentados respeitando a seq&uuml;&ecirc;ncia das   etapas de  desenvolvimento de nossa pesquisa.</font></p>     <p><font size="3" face="Arial, Helvetica, sans-serif">  <b>Etapa I -  elabora&ccedil;&atilde;o das ADRP</b>: Para a elabora&ccedil;&atilde;o dos   enunciados das  situa&ccedil;&otilde;es-problema t&iacute;nhamos como foco   possibilitar  trabalhos de resolu&ccedil;&atilde;o sob diferentes caminhos,   ou seja, eram  elaborados na perspectiva de problemas   abertos (Gil P&eacute;rez et al, 1992). As situa&ccedil;&otilde;es-problema  eram   elaboradas  previamente pelos autores deste artigo e   apresentados aos  professores colaboradores nas reuni&otilde;es de   trabalho do GTPF,  bem como, nas reuni&otilde;es espec&iacute;ficas para   o estudo da  tem&aacute;tica de resolu&ccedil;&atilde;o de problemas. Nestas   reuni&otilde;es os  enunciados eram analisados, discutidos e se   faziam as  adequa&ccedil;&otilde;es julgadas pertinentes, antes das   situa&ccedil;&otilde;es-problema  serem incorporadas aos planejamentos   de aula dos  professores e serem implementadas em sala de   aula.</font></p>     <p><font size="3" face="Arial, Helvetica, sans-serif"> O momento de  elabora&ccedil;&atilde;o e prepara&ccedil;&atilde;o das ADRP se   constituiu em uma  etapa de ricas discuss&otilde;es, pois, a   elabora&ccedil;&atilde;o de  problemas abertos era tida pelos professores   como um desafio,  uma aprendizagem a ser adquirida. Al&eacute;m   disso, os  professores procuravam mapear os poss&iacute;veis   caminhos de  resolu&ccedil;&atilde;o, para assim, se sentirem mais   seguros e  preparados para conduzir o trabalho em sala de   aula. A inseguran&ccedil;a  inicial dos professores foi sendo   superada com o  passar do tempo e na medida em que as   primeiras ADRP  foram implementadas em sala de aula.   Seguem alguns  exemplos de enunciados das ADRP   elaboradas e  implementadas em sala de aula:</font></p>     <p align="center"><font size="2" face="Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Quadro 2</b>: Exemplos de enuncia&ccedil;&atilde;o das ADRP.</font><br />   <img src="/img/revistas/reiec/v6n1/a08tab2-1.png" width="580" height="166" /><br />   <img src="/img/revistas/reiec/v6n1/a08tab2-2.png" width="580" height="121" /></p>     <p><font size="3" face="Arial, Helvetica, sans-serif">Os exemplos  apresentados no quadro 2 formam uma   amostra do tipo de  enuncia&ccedil;&atilde;o das situa&ccedil;&otilde;es-problema que   foram implementadas  nas aulas. Estas situa&ccedil;&otilde;es-problema   foram  criadas/inventadas ou constru&iacute;das mediante a   transforma&ccedil;&atilde;o de  enunciados tradicionais (fechados).&Eacute;  poss&iacute;vel constatar  que os problemas ainda mant&ecirc;m uma   estreita rela&ccedil;&atilde;o  com a estrutura conceitual da disciplina de   F&iacute;sica. Por&eacute;m, a  sua forma de enuncia&ccedil;&atilde;o (problemas   abertos), permitiu  um frut&iacute;fero envolvimento, participa&ccedil;&atilde;o,   criatividade e poder  decis&oacute;rio dos alunos ao longo do   processo de  resolu&ccedil;&atilde;o; proporcionando-lhes a utiliza&ccedil;&atilde;o e   aprimoramento do  corpo de conhecimento (conceitos,   procedimentos e  atitudes).</font></p>     <p><font size="3" face="Arial, Helvetica, sans-serif">  <b>Etapa II -  implementa&ccedil;&atilde;o das ADRP em sala de aula</b>: As   ADRP foram  implementadas em aulas de F&iacute;sica do Ensino   M&eacute;dio, pelos  professores colaboradores de nossa pesquisa.   N&oacute;s escolhemos uma  ou duas turmas de cada professor para   acompanhar as  implementa&ccedil;&otilde;es e videograv&aacute;-las. Al&eacute;m   dessas formas de  coleta de dados, tamb&eacute;m analisamos a   produ&ccedil;&atilde;o escrita  dos alunos. Este acompanhamento ocorreu   durante um ano  letivo, sendo que foram implementadas em   m&eacute;dia dez ADRP em  cada uma das turmas. Na seq&uuml;&ecirc;ncia   descreveremos de  forma mais detalhada a implementa&ccedil;&atilde;o de   uma ADRP, realizada  numa 2&ordf; s&eacute;rie, pela professora   identificada no  quadro 1 como SSFW. Vale ressaltar que   esta ADRP foi  desenvolvida no &uacute;ltimo bimestre do ano   letivo, ou seja, os  alunos j&aacute; possu&iacute;am uma familiaridade   com este tipo de  atividades.</font></p>     <p><font size="3" face="Arial, Helvetica, sans-serif"> Inicialmente a  professora organizou a turma em pequenos   grupos (3 ou 4  alunos por grupo) e apresentou a seguinte   situa&ccedil;&atilde;o-problema a  eles: <i>Um turista estava olhando para o mar, da beira da  praia, e percebeu que um jet ski andava de uma extremidade a  outra da praia exatamente no intervaloentre as ondas.  Qual a velocidade de propaga&ccedil;&atilde;o das ondas? </i>Segue o extrato do  registro da parte inicial da   resolu&ccedil;&atilde;o  encaminhada por um dos grupos (G1):</font></p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/reiec/v6n1/a08fig1.png" width="580" height="401" /><br /> <font size="2" face="Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Figura 1</b></font></p>     <p><font size="3" face="Arial, Helvetica, sans-serif">Nesta turma, a  tem&aacute;tica em estudo era a ondulat&oacute;ria. Assim   sendo, os alunos  passaram a analisar a situa&ccedil;&atilde;o-problema   dentro do contexto  conceitual desta tem&aacute;tica. Para   constru&ccedil;&atilde;o de suas  resolu&ccedil;&otilde;es eles seguiam os passos do   modelo de resolu&ccedil;&atilde;o  que descrevemos anteriormente e que   j&aacute; era de  conhecimento dos alunos (este modelo havia sido   apresentado aos  alunos no in&iacute;cio do ano letivo, momento em   que as ADRP  come&ccedil;aram a ser implementadas).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Arial, Helvetica, sans-serif"> A figura 1 retrata  as duas primeiras etapas (an&aacute;lise   qualitativa do  problema e emiss&atilde;o de hip&oacute;teses e   estimativas) da  resolu&ccedil;&atilde;o feita pelo G1. Nesta parte inicial o   grupo estabeleceu,  via desenho, a posi&ccedil;&atilde;o e vis&atilde;o do turista,   bem como o sentido  e dire&ccedil;&atilde;o de propaga&ccedil;&atilde;o das ondas do   mar. Al&eacute;m disso,  eles estabeleceram que o movimento do jet   ski era em linha  reta e que ele atravessava a extens&atilde;o da   praia no intervalo  entre uma onda e outra. Estabeleceram   ainda: a dist&acirc;ncia  entre uma crista de onda a outra igual a 25   m (comprimento de  onda); o tipo de movimento realizado   pelo jet ski -  movimento retil&iacute;neo e uniforme de   aproximadamente 50 km/h; e estimaram a  extens&atilde;o da praia   em 500 m.</font></p>     <p><font size="3" face="Arial, Helvetica, sans-serif"> Desta parte inicial  &eacute; poss&iacute;vel destacar um conjunto de   conte&uacute;dos  procedimentais postos em a&ccedil;&atilde;o pelos alunos,   quais sejam:  ilustra&ccedil;&atilde;o da situa&ccedil;&atilde;o problematizada; busca de   conhecimentos de  ondulat&oacute;ria para modelizar a situa&ccedil;&atilde;oproblema;   realiza&ccedil;&atilde;o de  an&aacute;lises e infer&ecirc;ncias ao hipotetizar   e estimar o movimento  realizado pelas ondas do mar e pelo   jet ski;  preocupa&ccedil;&atilde;o em estimar valores pr&oacute;ximos dos reais   para as grandezas  f&iacute;sicas julgadas por eles fundamentais   para a solu&ccedil;&atilde;o da  situa&ccedil;&atilde;o-problema.</font></p>     <p><font size="3" face="Arial, Helvetica, sans-serif"> Ressaltamos ainda,  que todos estes procedimentos se fazem   presentes no  processo de resolu&ccedil;&atilde;o devido a forma como a   situa&ccedil;&atilde;o-problema &eacute;  apresentada aos alunos (problemas   abertos). No caso  de enunciados tradicionais (fechados), a   modeliza&ccedil;&atilde;o da  situa&ccedil;&atilde;o-problema e a estimativa da ordem   de grandeza das  vari&aacute;veis necess&aacute;rias &agrave; resolu&ccedil;&atilde;o j&aacute; &eacute; dado   nos enunciados,  diminuindo significativamente as an&aacute;lises e   discuss&otilde;es da  F&iacute;sica envolvida na solu&ccedil;&atilde;o dos problemas.&Eacute;  poss&iacute;vel afirmar,  que grande parte dos problemas   tradicionais de  F&iacute;sica s&atilde;o encarados pelos alunos como   problemas de pura  manipula&ccedil;&atilde;o matem&aacute;tica, diferentemente   ao que ocorre no  desenvolvimento das ADRP.</font></p>     <p><font size="3" face="Arial, Helvetica, sans-serif"> O grupo seguiu sua  resolu&ccedil;&atilde;o da seguinte forma:</font></p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/reiec/v6n1/a08fig2.png" width="580" height="235" /><br /> <b><font size="2" face="Arial, Helvetica, sans-serif">Figura 2 </font></b></p>     <p><font size="3" face="Arial, Helvetica, sans-serif">Esta parte do  registro da resolu&ccedil;&atilde;o desenvolvida pelo G1 se   refere a mais duas  etapas do modelo de resolu&ccedil;&atilde;o, a saber:   elabora&ccedil;&atilde;o de  estrat&eacute;gia(s) de resolu&ccedil;&atilde;o e aplica&ccedil;&atilde;o da(s)   estrat&eacute;gia(s) de  resolu&ccedil;&atilde;o. A estrat&eacute;gia de resolu&ccedil;&atilde;o j&aacute; havia   sido tomada anteriormente  ao grupo modelizar a situa&ccedil;&atilde;oproblema   com a sua bagagem  conceitual de ondulat&oacute;ria. No   entanto, na figura  2 fica explicitado a intencionalidade dos   alunos em utilizar  a equa&ccedil;&atilde;o geral da ondulat&oacute;ria. Para tal,&eacute;  interessante  ressaltar a rela&ccedil;&atilde;o feita pelo grupo entre o   per&iacute;odo do  movimento das ondas do mar com o tempo de   necess&aacute;rio para o  jet ski se deslocar de uma extremidade a   outra. Este fato  evidencia novamente um bom poder de   an&aacute;lise e  infer&ecirc;ncia, ao relacionarem o movimento destes   dois entes (onda do  mar e jet ski). Destacamos ainda que   nesta parte da  resolu&ccedil;&atilde;o mais alguns procedimentos se   fizeram presentes,  tais como: proposi&ccedil;&atilde;o e execu&ccedil;&atilde;o de uma   estrat&eacute;gia de  resolu&ccedil;&atilde;o; realiza&ccedil;&atilde;o de c&aacute;lculos;   estabelecimento de  rela&ccedil;&otilde;es conceituais.</font></p>     <p><font size="3" face="Arial, Helvetica, sans-serif"> Durante estas  etapas de resolu&ccedil;&atilde;o a professora seguia de   grupo em grupo para  orientar e supervisionar o trabalho de   resolu&ccedil;&atilde;o. No  momento em que os grupos chegaram a uma   poss&iacute;vel resolu&ccedil;&atilde;o  da situa&ccedil;&atilde;o-problema, a professora   passou a conduzir  uma an&aacute;lise e discuss&atilde;o em grande grupo.   Retratamos um  trecho de um di&aacute;logo entre a professora e o   G1:</font></p>     <p><font size="3" face="Arial, Helvetica, sans-serif">  <i>SSFW: qual o valor  da velocidade que voc&ecirc;s encontraram?</i><br />   <i>G1: acho que as  ondas est&atilde;o indo muito devagar...</i><br />   <i>SSFW: Por que?  Quanto acharam?</i><br />   <i>G1: 2,7 km/h, &eacute; igual a 0,75  m/s.... &eacute;, o mar est&aacute; calmo professora.</i><br />   <i>SSFW: est&aacute;  mesmo.... Mas, vejam as estimativas de valores que voc&ecirc;s  fizeram. Quais as vari&aacute;veis, valores e... acho que voc&ecirc;s  podem rever as hip&oacute;teses e valores de voc&ecirc;s de forma  que possam chegar em um valor mais pr&oacute;ximo da  realidade. Em quais vari&aacute;veis acham que podem mexer?</i><br />   <i>G1: Na dist&acirc;ncia  entre uma onda e outra ou no per&iacute;odo, n&atilde;o &eacute;?</i><br />   <i>SSFW: Bem, analisem  a resolu&ccedil;&atilde;o de voc&ecirc;s e vejam se conseguem  melhor&aacute;-la.</i><br />   <i>G1: &Eacute; professora...  vamos ver se chegamos em um valor razo&aacute;vel.</i></font></p>     <p><font size="3" face="Arial, Helvetica, sans-serif"> Terminada a  discuss&atilde;o da resolu&ccedil;&atilde;o do G1, outros grupos   passaram a expor  seus resultados e estrat&eacute;gias utilizadas   para solucionar a  situa&ccedil;&atilde;o-problema. Dois grupos, tamb&eacute;m   com base na  ondulat&oacute;ria, desenvolveram uma solu&ccedil;&atilde;o que   os levou a um  resultado pr&oacute;ximo de 3,0 m/s para a   velocidade das  ondas do mar. Este resultado foi considerado   razo&aacute;vel pelos  alunos e pela professora. Tendo em vista que   v&aacute;rios grupos  chegaram em resultados considerados   distantes da  realidade, a professora proporcionou um tempo   (em torno de 10  min) para que revissem seus processos de   resolu&ccedil;&atilde;o. Passado  este tempo, a professora solicitou   novamente ao G1 que  descrevesse a an&aacute;lise que haviam   feito. Vejamos a  fala de um dos alunos do G1:</font></p>     <p><font size="3" face="Arial, Helvetica, sans-serif">  <i>G1: Bem, n&oacute;s  quer&iacute;amos chegar em 10 km/h...,  2,8 m/s. Ent&atilde;o, fixamos o  valor o per&iacute;odo no valor que j&aacute; t&iacute;nhamos e  calculamos o comprimento de onda. E a&iacute; professora,  chegamos em 100,1 m.  Achamos muito. Ent&atilde;o, fizemos o  seguinte.... mudamos as outras vari&aacute;veis, veja </i>(o aluno mostra o  registro do grupo para    a professora).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Arial, Helvetica, sans-serif"> A professora olha  rapidamente a nova resolu&ccedil;&atilde;o proposta   pelo grupo e  solicita que um deles v&aacute; para o quadro e   registre a mudan&ccedil;a  feita nas hip&oacute;teses e indique o caminho   seguido por eles  para solucionar a situa&ccedil;&atilde;o-problema. Segue   o extrato do  registro da an&aacute;lise e solu&ccedil;&atilde;o proposta pelo G1:</font></p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/reiec/v6n1/a08fig3.png" width="578" height="552" /><br /> <b><font size="2" face="Arial, Helvetica, sans-serif">Figura 3 </font></b></p>     <p><font size="3" face="Arial, Helvetica, sans-serif">A an&aacute;lise do(s)  resultado(s) se constitui na etapa cinco do   modelo de resolu&ccedil;&atilde;o  utilizado pelos alunos para guiar suas   resolu&ccedil;&otilde;es. Na  an&aacute;lise feita pelo G1 &eacute; importante destacar   que o grupo passou  a fazer um trabalho de resolu&ccedil;&atilde;o   reverso, ou seja,  da discuss&atilde;o geral da turma foi   determinado que um  valor razo&aacute;vel para a velocidade das   ondas do mar seria  algo em torno de 3,0 m/s; logo o grupo   estabeleceu que  para solu&ccedil;&atilde;o deles a velocidade das ondas   seria de 2,8 m/s e  passou a calcular o valor das outras   vari&aacute;veis a partir  deste valor da velocidade. Sendo assim,   inicialmente  resolveram n&atilde;o modificar o valor do per&iacute;odo   (T), pois, para o  grupo estava evidente que este valor havia   sido determinado a  partir das estimativas da extens&atilde;o da   praia e da  velocidade do jet ski (n&atilde;o queriam alterar estes   valores, atribu&iacute;dos  inicialmente). No entanto, utilizando os   valores da velocidade  e per&iacute;odo que possu&iacute;am calcularam o   valor da dist&acirc;ncia  entre uma onda e outra e chegaram a   conclus&atilde;o de que  era uma dist&acirc;ncia muito grande. Este fato   conduziu o grupo a  alterar a estimativa para a extens&atilde;o da   praia e a  velocidade do jet ski (estes novos valores lhes   implicaram em uma  nova ordem de grandeza para o per&iacute;odo   das ondas). A  partir das modifica&ccedil;&otilde;es feitas, o grupo julgou   que agora a solu&ccedil;&atilde;o  praticada por eles estaria com um grau   de razo&aacute;vel  correspond&ecirc;ncia com uma poss&iacute;vel situa&ccedil;&atilde;o   real.</font></p>     <p><font size="3" face="Arial, Helvetica, sans-serif"> Ap&oacute;s a discuss&atilde;o da  an&aacute;lise e nova solu&ccedil;&atilde;o apresentada pelo   G1, a professora  perguntou se outros grupos procederam de   forma diferente e  se algu&eacute;m queria expor sua an&aacute;lise e   solu&ccedil;&atilde;o. Um grupo  se manifestou, afirmando que para eles   foi necess&aacute;rio  alterar apenas a dist&acirc;ncia entre uma   extremidade da  praia a outra, pois, anteriormente haviam   estimado um valor  muito alto. Diante disso, a professora fez   uma an&aacute;lise  evidenciando quais as implica&ccedil;&otilde;es e rela&ccedil;&otilde;es   existentes entre a  vari&aacute;vel modificada pelo grupo com as   demais vari&aacute;veis  envolvidas no processo de resolu&ccedil;&atilde;o. A   professora finaliza  a discuss&atilde;o desta situa&ccedil;&atilde;o-problema   afirmando que s&atilde;o  poss&iacute;veis diferentes estrat&eacute;gias de   resolu&ccedil;&atilde;o e  ressalta a import&acirc;ncia dos alunos perceberem a   rela&ccedil;&atilde;o entre as  diferentes vari&aacute;veis f&iacute;sicas envolvidas, bem   como, a  correspond&ecirc;ncia destas com a realidade.</font></p>     <p><font size="3" face="Arial, Helvetica, sans-serif"> Nesta parte final  do processo de resolu&ccedil;&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel   destacar mais um  conjunto de procedimentos que s&atilde;o   trabalhados pelos  alunos e que representam grande   import&acirc;ncia para  sua aprendizagem, tais como: compara&ccedil;&atilde;o   da  situa&ccedil;&atilde;o-problema com contextos reais; refuta&ccedil;&atilde;o ou   modifica&ccedil;&atilde;o nas  hip&oacute;teses, fazendo novas infer&ecirc;ncias;   estudo de an&aacute;lise  de rela&ccedil;&atilde;o e correspond&ecirc;ncia entre as   vari&aacute;veis  envolvidas no processo de resolu&ccedil;&atilde;o; verbaliza&ccedil;&atilde;o   da resolu&ccedil;&atilde;o  praticada; discuss&atilde;o e defesa do processo de   resolu&ccedil;&atilde;o e  registros escritos da resolu&ccedil;&atilde;o praticada.</font></p>     <p><font size="3" face="Arial, Helvetica, sans-serif">  <b>Etapa III - an&aacute;lise  das ADRP implementadas em sala de aula</b>: A an&aacute;lise que  realizamos das ADRP foi feita a partir   das informa&ccedil;&otilde;es  coletadas mediante a   observa&ccedil;&atilde;o/acompanhamento  das implementa&ccedil;&otilde;es;   videograva&ccedil;&otilde;es;  produ&ccedil;&atilde;o dos alunos e entrevistas com os   professores  colaboradores. A descri&ccedil;&atilde;o da implementa&ccedil;&atilde;o   de uma ADRP que  realizamos anteriormente nos permite   perceber como elas  foram desenvolvidas em sala de aula,   bem como, evidencia  o trabalho e desenvolvimento tanto de   conceitos quanto de  procedimentos e atitudes. Como nosso   objetivo neste  artigo &eacute; apresentar e discutir os aspectos   relativos ao ensino  de procedimentos mediante ADRP,   passaremos agora a  retratar uma an&aacute;lise espec&iacute;fica deste tipo   de saberes.</font></p>     <p><font size="3" face="Arial, Helvetica, sans-serif"> Nossa an&aacute;lise sobre  a implementa&ccedil;&atilde;o das ADRP em sala de   aula nos levou a  identificar uma s&eacute;rie de procedimentos que   foram trabalhados  com os alunos durante o desenvolvimento   destas atividades.  Classificamos estes conte&uacute;dos   procedimentais de  acordo com sua fun&ccedil;&atilde;o durante o   processo de  resolu&ccedil;&atilde;o das situa&ccedil;&otilde;es-problema. Para isso,   adotamos um  conjunto de cinco categorias apresentadas por   Pozo, Postigo e  Crespo (1995), quais sejam: 1) aquisi&ccedil;&atilde;o da   informa&ccedil;&atilde;o; 2)  interpreta&ccedil;&atilde;o da informa&ccedil;&atilde;o; 3) an&aacute;lise da   informa&ccedil;&atilde;o e  realiza&ccedil;&atilde;o de infer&ecirc;ncias; 4) compreens&atilde;o e   organiza&ccedil;&atilde;o  conceitual da informa&ccedil;&atilde;o e 5) comunica&ccedil;&atilde;o da   informa&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="3" face="Arial, Helvetica, sans-serif"> No <a href="#tab3">quadro 3</a> est&atilde;o  sintetizados os procedimentos   trabalhados com as  ADRP, de acordo com as categorias   adotadas.</font></p>     <p align="center"><font size="2" face="Arial, Helvetica, sans-serif">  <b><a name="tab3" id="tab3"></a>Quadro 3: </b>Classifica&ccedil;&atilde;o dos  procedimentos trabalhados nas   ADRP<br /> <img src="/img/revistas/reiec/v6n1/a08tab3-1.png" width="272" height="582" /><br /> </font><img src="/img/revistas/reiec/v6n1/a08tab3-2.png" width="266" height="89" /></p>     <p><font size="3" face="Arial, Helvetica, sans-serif">V&aacute;rios dos procedimentos relacionados no quadro 3   estiveram presentes (sendo trabalhados) no  desenvolvimento   da ADRP que descrevemos integralmente na parte  anterior   deste artigo. Na seq&uuml;&ecirc;ncia apresentamos um  detalhamento   sobre a classifica&ccedil;&atilde;o dos procedimentos que adotamos,  bem   como, evidenciaremos a presen&ccedil;a dos procedimentos em   outras ADRP implementadas.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Arial, Helvetica, sans-serif"> As situa&ccedil;&otilde;es-problema trabalhadas nas ADRP n&atilde;o seguem,   necessariamente, a mesma estrat&eacute;gia e/ou forma de   resolu&ccedil;&atilde;o. Com efeito, nem todos os procedimentos   relacionados nas diferentes categorias se fizeram  presentes   em todas as ADRP analisadas embora, certamente, foram   utilizados em uma ou mais destas atividades.  Ressaltamos   tamb&eacute;m, que os procedimentos n&atilde;o est&atilde;o organizados   hierarquicamente, apenas est&atilde;o listados e separados  nas   diferentes categorias.</font></p>     <p><font size="3" face="Arial, Helvetica, sans-serif"> As categorias n&atilde;o representam uma seq&uuml;&ecirc;ncia dos   procedimentos a serem executados em uma resolu&ccedil;&atilde;o de   problemas, no entanto, proporcionam uma vis&atilde;o sobre  suas   diferentes funcionalidades durante todo o processo de   resolu&ccedil;&atilde;o. Como pode ser percebido nos itens acima, h&aacute;  procedimentos executados em diferentes momentos da   resolu&ccedil;&atilde;o fazendo parte de uma mesma categoria. Por   exemplo, na categoria de <i>an&aacute;lise da informa&ccedil;&atilde;o e</i><i>realiza&ccedil;&atilde;o de infer&ecirc;ncias</i>, temos procedimentos t&iacute;picos da   fase inicial do processo de resolu&ccedil;&atilde;o e tamb&eacute;m   procedimentos de an&aacute;lise do resultado obtido, que s&atilde;o   efetuados em momentos distintos, por&eacute;m, possuem a  mesma   fun&ccedil;&atilde;o, a saber, a realiza&ccedil;&atilde;o de infer&ecirc;ncias a partir  de uma   an&aacute;lise.</font></p>     <p><font size="3" face="Arial, Helvetica, sans-serif"> Na categoria de <i>aquisi&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&atilde;o </i>encontram-se  os   procedimentos executados pelos alunos para a busca e   sele&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&otilde;es &uacute;teis &agrave; resolu&ccedil;&atilde;o do problema  em   quest&atilde;o. Esta busca das informa&ccedil;&otilde;es ocorreu em livros,   anota&ccedil;&otilde;es no caderno, problemas anteriormente  resolvidos,   entre outras fontes, e tiveram que ser selecionadas de  acordo   com a sua utilidade para o processo de resolu&ccedil;&atilde;o a ser praticado.</font></p>     <p><font size="3" face="Arial, Helvetica, sans-serif"> Os procedimentos listados na categoria <i>interpreta&ccedil;&atilde;o  da informa&ccedil;&atilde;o </i>se  referem ao entendimento das informa&ccedil;&otilde;es    coletadas e utilizadas durante a resolu&ccedil;&atilde;o, bem como,&agrave;  ativa&ccedil;&atilde;o e utiliza&ccedil;&atilde;o de conhecimentos previamente   adquiridos. O registro e/ou descri&ccedil;&atilde;o das  interpreta&ccedil;&otilde;es   efetuadas se estabeleciam por diferentes formas de   linguagem. Neste sentido, os grupos geralmente  utilizavam   diagramas e desenhos na realiza&ccedil;&atilde;o da an&aacute;lise dos   problemas e, ao mesmo tempo, procuravam relacion&aacute;-los  a   situa&ccedil;&otilde;es vivenciais/reais (conhecidas dos alunos),  buscando   assim a sua compreens&atilde;o. Aspecto claramente  percept&iacute;vel   no processo de resolu&ccedil;&atilde;o da ADRP descrita  anteriormente   na integra.</font></p>     <p><font size="3" face="Arial, Helvetica, sans-serif"> Outro exemplo da identifica&ccedil;&atilde;o dos problemas a  situa&ccedil;&otilde;es   reais (pr&oacute;ximas da realidade dos alunos) &eacute; percebido  na   an&aacute;lise qualitativa realizada por um grupo de alunos  ao   resolverem um problema que questionava sobre quantas   calorias seriam necess&aacute;rias para um ga&uacute;cho esquentar  uma   chaleira de &aacute;gua  para chimarr&atilde;o e quanto g&aacute;s gastaria para   isso. Este grupo,  primeiramente, redefiniu o problema   argumentando que um &quot;bom ga&uacute;cho&quot; n&atilde;o esquenta &aacute;gua de   chimarr&atilde;o em fog&atilde;o a g&aacute;s e sim, o faz num fog&atilde;o a  lenha ou   em fogo de ch&atilde;o. Portanto, dever-se-ia calcular  quantos   quilos de lenha seriam necess&aacute;rios para esquentar a  &aacute;gua na   chaleira. Inclusive, o grupo representou, por meio de um   desenho, uma chaleira sobre a chapa de um fog&atilde;o a  lenha.   (Este problema abriu uma discuss&atilde;o sobre a tradi&ccedil;&atilde;o   ga&uacute;cha, ainda mais porque foi proposto durante a  semana   farroupilha, semana em que as comemora&ccedil;&otilde;es   tradicionalistas se fazem intensamente presentes nas  escolas   ga&uacute;chas).</font></p>     <p><font size="3" face="Arial, Helvetica, sans-serif"> Na seq&uuml;&ecirc;ncia apresentamos duas representa&ccedil;&otilde;es feitas  por   grupos distintos, para auxili&aacute;-los na interpreta&ccedil;&atilde;o da   situa&ccedil;&atilde;o-problema. O problema questionava sobre qual  seria   a posi&ccedil;&atilde;o em que uma pessoa deveria se localizar para   escutar, no mesmo instante, o som dos sinos de duas  igrejas   que n&atilde;o soaram simultaneamente.</font></p>     <p><font size="3" face="Arial, Helvetica, sans-serif">Na <a href="#fig4">figura 4</a> fica  evidenciado que o som dos sinos,   representado pelas  linhas circulares, se propaga em todas as   dire&ccedil;&otilde;es; que a  pessoa se localiza entre as duas igrejas sob   uma linha tracejada  que passa pelas mesmas e que a   dist&acirc;ncia entre uma  linha circular e outra pode ser   representado por &lambda; (interpretado pelo grupo como sendo o comprimento de  onda).</font></p>     <p><a name="fig4" id="fig4"></a></p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/reiec/v6n1/a08fig4.png" width="580" height="355" /><br /> <b><font size="2" face="Arial, Helvetica, sans-serif">Figura 4 </font></b></p>     <p><font size="3" face="Arial, Helvetica, sans-serif"> Na <a href="#fig5">figura 5</a>, se  olharmos apenas para o desenho,   conseguimos  concluir somente que as igrejas est&atilde;o   distanciadas de 500  metros, uma da outra. No entanto, a   parte descritiva  indica bem a interpreta&ccedil;&atilde;o dos alunos sobre   a  situa&ccedil;&atilde;o-problema. Al&eacute;m do mais, o grupo j&aacute; faz algumas   infer&ecirc;ncias  (dist&acirc;ncia entre as igrejas n&atilde;o pode ser muito   grande; a pessoa  deve se localizar mais pr&oacute;ximo da igreja B  - indica que a  igreja A tocou o sino antes, embora n&atilde;o esteja escrito) tomando  como base a interpreta&ccedil;&atilde;o do problema.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="fig5" id="fig5"></a></font></p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/reiec/v6n1/a08fig5.png" width="580" height="181" /><br /> <font size="3" face="Arial, Helvetica, sans-serif">Figura 5 </font></p>     <p><font size="3" face="Arial, Helvetica, sans-serif">A vincula&ccedil;&atilde;o a uma  situa&ccedil;&atilde;o viv&ecirc;ncial (descrita   anteriormente) e as  duas figuras acima, s&atilde;o evid&ecirc;ncias   claras da execu&ccedil;&atilde;o  de procedimentos ligados a categoria de  <i>interpreta&ccedil;&atilde;o da  informa&ccedil;&atilde;o </i>e, tamb&eacute;m, em parte da   categoria <i>an&aacute;lise  da informa&ccedil;&atilde;o e realiza&ccedil;&atilde;o deinfer&ecirc;ncias </i>(<a href="#fig5">Figura 5</a>).</font></p>     <p><font size="3" face="Arial, Helvetica, sans-serif"> Nas ADRP, ap&oacute;s uma  interpreta&ccedil;&atilde;o das informa&ccedil;&otilde;es   (situa&ccedil;&otilde;es-problema),  &eacute; poss&iacute;vel que sejam feitas algumas   infer&ecirc;ncias. Os  procedimentos relacionados a estas, v&aacute;rios   dos quais s&atilde;o os  mais utilizados durante a resolu&ccedil;&atilde;o das   situa&ccedil;&otilde;es-problema,  fazem parte da terceira categoria   (<i>an&aacute;lise da  informa&ccedil;&atilde;o e realiza&ccedil;&atilde;o de infer&ecirc;ncias</i>). Este&eacute;  o caso de  procedimentos mobilizados durante a an&aacute;lise dos   problemas, a  elabora&ccedil;&atilde;o das hip&oacute;teses e estrat&eacute;gias de   resolu&ccedil;&atilde;o, al&eacute;m da  execu&ccedil;&atilde;o destas estrat&eacute;gias. Para a   realiza&ccedil;&atilde;o de  infer&ecirc;ncias a linguagem matem&aacute;tica, nas suas   diferentes formas  (num&eacute;rica, alg&eacute;brica e geom&eacute;trica), se constituiu numa  ferramenta importante.</font></p>     <p><font size="3" face="Arial, Helvetica, sans-serif"> Como forma de  exemplifica&ccedil;&atilde;o apresentamos, na   seq&uuml;&ecirc;ncia, partes  das resolu&ccedil;&otilde;es de problemas praticadas   pelos alunos. Estes  fragmentos de resolu&ccedil;&otilde;es s&atilde;o resultado   da execu&ccedil;&atilde;o dos  procedimentos relacionados nessa   categoria (<i>an&aacute;lise  da informa&ccedil;&atilde;o e realiza&ccedil;&atilde;o de</i><i>infer&ecirc;ncias</i>):</font></p>     <p><font size="3" face="Arial, Helvetica, sans-serif">A <a href="#fig6">figura 6</a> mostra o  conjunto de hip&oacute;teses e estimativas   feitas por um grupo  de alunos para resolver um problema   que solicitava a  determina&ccedil;&atilde;o da altura m&aacute;xima atingida   por uma bola  chutada para cima. Algumas das hip&oacute;teses   feitas pelo grupo  n&atilde;o foram utilizadas na resolu&ccedil;&atilde;o, fato   que gerou uma  discuss&atilde;o entre os alunos no grupo e   tamb&eacute;m com a  professora. Criava-se assim, um contexto   prop&iacute;cio para a  amplia&ccedil;&atilde;o da compreens&atilde;o conceitual da F&iacute;sica envolvida  nos problemas.</font></p>     <p><b><font size="2" face="Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="fig6" id="fig6"></a></font></b></p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/reiec/v6n1/a08fig6.png" width="580" height="290" /><br /> <b><font size="2" face="Arial, Helvetica, sans-serif">Figura 6</font></b></p>     <p><font size="3" face="Arial, Helvetica, sans-serif">Este mesmo grupo de  alunos resolveu o problema   utilizando duas  estrat&eacute;gias distintas: estrat&eacute;gia I -   utilizando o  princ&iacute;pio da conserva&ccedil;&atilde;o da energia mec&acirc;nica;   estrat&eacute;gia II -  utilizando os conhecimentos da cinem&aacute;tica   (Movimento  Retil&iacute;neo Uniformemente Variado).</font></p>     <p><font size="3" face="Arial, Helvetica, sans-serif"> Resolu&ccedil;&atilde;o seguindo  a estrat&eacute;gia I:</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="/img/revistas/reiec/v6n1/a08fig7.png" width="580" height="297" /><br /> <font size="2" face="Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Figura 7</b></font></p>     <p align="left"><font size="3" face="Arial, Helvetica, sans-serif"> Resolu&ccedil;&atilde;o seguindo  a estrat&eacute;gia II:</font></p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/reiec/v6n1/a08fig8.png" width="580" height="194" /><br /> <font size="2" face="Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Figura 8</b></font></p>     <p align="left"><font size="3" face="Arial, Helvetica, sans-serif"> A possibilidade e a  utiliza&ccedil;&atilde;o de diferentes estrat&eacute;gias de   resolu&ccedil;&atilde;o &eacute; uma das  caracter&iacute;sticas importantes deste tipo   da resolu&ccedil;&atilde;o de  problemas seguindo uma perspectiva   investigativa, fato  que se repetiu na resolu&ccedil;&atilde;o de outros   problemas.</font></p>     <p align="left"><font size="3" face="Arial, Helvetica, sans-serif"> A <a href="#fig9">figura 9</a> &eacute; um  extrato da elabora&ccedil;&atilde;o da estrat&eacute;gia e da   resolu&ccedil;&atilde;o praticada  por um grupo de alunos ao procurarem resolver o seguinte  problema: <i>Uma pessoa deseja colocar na parede de seu  quarto um espelho plano onde ela possa ver sua imagem por  inteiro. Para que isso seja poss&iacute;vel </i></font><font size="3" face="Arial, Helvetica, sans-serif"><i>quais as  considera&ccedil;&otilde;es a serem feitas no processo de instala&ccedil;&atilde;o desse  espelho?</i></font></p>     <p align="left"><font size="2" face="Arial, Helvetica, sans-serif"><b><a name="fig9" id="fig9"></a></b></font></p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/reiec/v6n1/a08fig9.png" width="580" height="337" /><br /> <font size="2" face="Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Figura 9</b></font></p>     <p align="left"><font size="3" face="Arial, Helvetica, sans-serif"> Percebemos que a  representa&ccedil;&atilde;o esquem&aacute;tica e a utiliza&ccedil;&atilde;o   de rela&ccedil;&otilde;es  geom&eacute;tricas se constitu&iacute;ram numa ferramenta   fundamental para o  encaminhamento da resolu&ccedil;&atilde;o deste   problema, por parte  dos alunos. Com a utiliza&ccedil;&atilde;o destes   recursos chegaram a  um resultado num&eacute;rico de propor&ccedil;&atilde;o   entre o tamanho da  pessoa e do espelho, a partir do qual   fizeram a  infer&ecirc;ncia precisa de como o espelho devesse ser   instalado para  atender o desejo da pessoa descrito no   enunciado do  problema.</font></p>     <p align="left"><font size="3" face="Arial, Helvetica, sans-serif"> A categoria <i>compreens&atilde;o  e organiza&ccedil;&atilde;o conceitual da informa&ccedil;&atilde;o </i>abarca os  procedimentos relacionados &agrave;s a&ccedil;&otilde;es   que auxiliam os  alunos na busca de uma constru&ccedil;&atilde;o mais   clara e organizada  de sua compreens&atilde;o conceitual. Nesse   sentido, os alunos  eram solicitados a verbalizar o m&aacute;ximo   poss&iacute;vel suas  resolu&ccedil;&otilde;es, explicando quais as rela&ccedil;&otilde;es   feitas entre os  conceitos utilizados. Tamb&eacute;m fez parte do   processo de  resolu&ccedil;&atilde;o a elabora&ccedil;&atilde;o da s&iacute;ntese explicativa,   na qual, os alunos  sinalizavam as principais etapas da   resolu&ccedil;&atilde;o  praticada, bem como, apontavam novos   problemas a serem  resolvidos.</font></p>     <p align="left"><font size="3" face="Arial, Helvetica, sans-serif"> Transcrevemos  abaixo uma s&iacute;ntese feita por um grupo de   alunos quando  resolviam uma situa&ccedil;&atilde;o-problema que   solicitava a  press&atilde;o exercida sobre um perito que   investigava o  naufr&aacute;gio de um navio. Segue extrato da   resolu&ccedil;&atilde;o elaborada  por um grupo de alunos:</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<blockquote>       <p align="left"><font size="3" face="Arial, Helvetica, sans-serif">  <i>Na resolu&ccedil;&atilde;o  primeiramente analisamos a situa&ccedil;&atilde;oproblema apresentada e  representamos ela com um desenho e em  seguida passamos para o apontamento de hip&oacute;teses que  achamos necess&aacute;rias para a resolver o problema. A  partir das hip&oacute;teses elaboramos a estrat&eacute;gia de  resolu&ccedil;&atilde;o. Utilizamos a lei de Stevin para calcular a  press&atilde;o exercida sobre o perito e percebemos que esta  lei pode ser utilizada para calcular a press&atilde;o  em qualquer profundidade que o perito estiver  mergulhando. A press&atilde;o variou conforme a  profundidade. <br />   Uma nova situa&ccedil;&atilde;o  que pode ser discutida a partir desse problema &eacute;  porque os mergulhadores precisam utilizar material  de mergulho em grandes profundidades.</i></font></p> </blockquote>     <p align="left"><font size="3" face="Arial, Helvetica, sans-serif"> Na s&iacute;ntese  transcrita &eacute; poss&iacute;vel constatar que o grupo   conseguiu  compreender o que a Lei de Stevin retrata, ou   seja, que a  varia&ccedil;&atilde;o da press&atilde;o em um fluido em repouso&eacute;  diretamente  proporcional &agrave; sua profundidade (caso deste   problema). O grupo  apontou tamb&eacute;m para uma quest&atilde;o   fundamental que  complementa a discuss&atilde;o iniciada sobre a   rela&ccedil;&atilde;o entre  press&atilde;o e mergulho, almejando assim uma   maior compreens&atilde;o  sobre a situa&ccedil;&atilde;o-problema em estudo.</font></p>     <p align="left"><font size="3" face="Arial, Helvetica, sans-serif"> A &uacute;ltima categoria  de classifica&ccedil;&atilde;o dos procedimentos   trabalhados nas ADRP  (<i>comunica&ccedil;&atilde;o da informa&ccedil;&atilde;o</i>)   compreende as duas  formas de express&atilde;o trabalhadas   nestas atividades,  a express&atilde;o oral e a express&atilde;o escrita. Os   questionamentos e a  argumenta&ccedil;&atilde;o oral para defender a   resolu&ccedil;&atilde;o praticada  passaram a ser constantes durante as   discuss&otilde;es entre os  grupos e com o professor. Este di&aacute;logo   configurou-se num  contexto no qual geravam-se,   defendiam-se,  compartilhavam-se e discutiam-se ideias,   contribuindo  significativamente para a constru&ccedil;&atilde;o e   organiza&ccedil;&atilde;o do  conhecimento dos alunos.</font></p>     <p align="left"><font size="3" face="Arial, Helvetica, sans-serif"> O registro escrito  foi bastante exigido e esteve presente em   todas as etapas de  resolu&ccedil;&atilde;o. Ao compararmos registros de   resolu&ccedil;&otilde;es  anteriores com os mais recentes, percebemos a   ocorr&ecirc;ncia de um  maior detalhamento e uma argumenta&ccedil;&atilde;o   mais clara e  coerente a favor da resolu&ccedil;&atilde;o praticada, ou   seja, houve uma  evolu&ccedil;&atilde;o nestes registros. Fica   evidenciada assim,  que a a&ccedil;&atilde;o de registrar por escrito &eacute; um   aprendizado gradual  e que necessita de pr&aacute;ticas cont&iacute;nuas,   destacando a  import&acirc;ncia das ADRP no desenvolvimento   deste aprendizado.</font></p>     <p align="left"><font size="3" face="Arial, Helvetica, sans-serif"> A aprendizagem dos  diferentes procedimentos apontados   n&atilde;o ocorreu de  maneira isolada no desenvolvimento das   ADRP. Estiveram  sempre em discuss&atilde;o tamb&eacute;m os   conhecimentos  conceituais que eram utilizados para   praticar as  resolu&ccedil;&otilde;es, melhorando assim a compreens&atilde;o   sobre os mesmos.  Al&eacute;m disso, permeava ainda, no   desenvolvimento das  ADRP, a preocupa&ccedil;&atilde;o com o ensino   de conte&uacute;dos  atitudinais.</font></p>     <p align="left"><font size="3" face="Arial, Helvetica, sans-serif">  <b>Etapa IV -  entrevista com os professores colaboradores</b>: Ao t&eacute;rmino das  implementa&ccedil;&otilde;es das   ADRP realizamos uma  entrevista semi-estruturada com   cada um dos quatro  professores colaboradores.   Retrataremos aqui  alguns aspectos gerais relativos&agrave;  avalia&ccedil;&atilde;o que os  professores fizeram sobre o trabalho com   ADRP e, em  particular, sobre o ensino de conte&uacute;dos   procedimentais por  meio deste tipo de atividades.</font></p>     <p align="left"><font size="3" face="Arial, Helvetica, sans-serif"> Um dos  questionamentos feitos aos professores procurou   identificar as  maiores dificuldades que eles enfrentaram   para o  desenvolvimento das ADRP em sala de aula. Sob   este ponto, foi  comum a manifesta&ccedil;&atilde;o relativa ao   estranhamento  inicial dos alunos com a forma de   enuncia&ccedil;&atilde;o dos  problemas, tendo em vista que estavam   acostumados apenas  com a resolu&ccedil;&atilde;o de problemas   tradicionais  (fechados). A professora SSFW destacou   tamb&eacute;m que a  autonomia e seguran&ccedil;a dos alunos em   rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s  resolu&ccedil;&otilde;es praticadas se configuraram em um   processo lento e  gradual e, por isso, visto por ela como   uma dificuldade que  foi sendo superada ao longo do ano. O   professor TBN e a  professora AMB consideraram que o </font><font size="3" face="Arial, Helvetica, sans-serif">tempo que as ADRP  demandavam se configurou, no in&iacute;cio   do ano letivo, em  uma preocupa&ccedil;&atilde;o e dificuldade. Para eles   esta preocupa&ccedil;&atilde;o  foi diminuindo com o decorrer do ano,   tendo em vista os  resultados e discuss&otilde;es frut&iacute;feras que   mantinham com os  alunos ao longo dos processos de   resolu&ccedil;&atilde;o. Para a  professora MS uma dificuldade que   demandou esfor&ccedil;o  para ser superada foi a de conscientizar   os alunos da  import&acirc;ncia de modelizar as situa&ccedil;&otilde;esproblema   e que o modelo de  resolu&ccedil;&atilde;o apresentado a eles   poderia auxili&aacute;-los  nesta tarefa.</font></p>     <p align="left"><font size="3" face="Arial, Helvetica, sans-serif">&Eacute; percept&iacute;vel que  as dificuldades iniciais dos professores   est&atilde;o estritamente  relacionadas com o fator de novidade   em trabalhar com  ADRP na perspectiva investigativa.   Neste aspecto, &eacute;  importante ressaltar que as reuni&otilde;es que   mant&iacute;nhamos  regularmente, para a prepara&ccedil;&atilde;o e discuss&atilde;o   das ADRP, foram  determinantes para dar seguran&ccedil;a e   credibilidade aos  professores.</font></p>     <p align="left"><font size="3" face="Arial, Helvetica, sans-serif"> A partir da  elabora&ccedil;&atilde;o das ADRP e das discuss&otilde;es   mantidas com os  professores durante esse processo, foram   explicitadas as  inten&ccedil;&otilde;es de ensino de conte&uacute;dos   procedimentais por  meio destas atividades. Os professores   quando questionados  sobre o ensino de procedimentos   mediante as ADRP  afirmaram categoricamente que seus   alunos aprenderam  procedimentos ou, pelo menos,   apresentaram uma  evolu&ccedil;&atilde;o na compreens&atilde;o e na   capacidade de uso  de v&aacute;rios deles em situa&ccedil;&otilde;es novas. Esta   afirma&ccedil;&atilde;o feita  pelos professores foi constatada e   confirmada por meio  da an&aacute;lise das ADRP acompanhadas.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="left"><font size="3" face="Arial, Helvetica, sans-serif"> Dentre os  procedimentos apontados pelos professores   destacamos a: busca  de informa&ccedil;&otilde;es, utiliza&ccedil;&atilde;o/aplica&ccedil;&atilde;o   das informa&ccedil;&otilde;es  recolhidas, representa&ccedil;&atilde;o gr&aacute;fica ou de   desenhos,  identifica&ccedil;&atilde;o dos problemas a situa&ccedil;&otilde;es reais,   utiliza&ccedil;&atilde;o de  linguagem matem&aacute;tica (num&eacute;rica, alg&eacute;brica e   geom&eacute;trica),  an&aacute;lise das situa&ccedil;&otilde;es-problema, elabora&ccedil;&atilde;o de   hip&oacute;teses,  elabora&ccedil;&atilde;o de estrat&eacute;gias de resolu&ccedil;&atilde;o, execu&ccedil;&atilde;o   das estrat&eacute;gias  elaboradas, an&aacute;lise dos resultados,   elabora&ccedil;&atilde;o da  s&iacute;ntese da resolu&ccedil;&atilde;o, elabora&ccedil;&atilde;o de   questionamentos,  registro escrito da resolu&ccedil;&atilde;o praticada.</font></p>     <p align="left"><font size="3" face="Arial, Helvetica, sans-serif"> Ao questionarmos os  professores sobre quais as evidencias   que os levam a  afirmar que os seus alunos de fato   aprenderam estes  procedimentos mediante o trabalho com   ADRP, eles nos  descreveram alguns indicadores, quais   sejam: 1) evolu&ccedil;&atilde;o  significativa nas resolu&ccedil;&otilde;es praticadas   pelos alunos; 2)  maior autonomia para resolver as   situa&ccedil;&otilde;es-problema  e 3) utiliza&ccedil;&atilde;o destes conte&uacute;dos em   outras atividades  did&aacute;ticas (Atividades com uso de   Experimentos,  Leitura e Discuss&atilde;o de Textos e na   Resolu&ccedil;&atilde;o de  Exerc&iacute;cios/Problemas tradicionais -   enunciados  fechados).</font></p>     <p align="left"><font size="3" face="Arial, Helvetica, sans-serif"> A avalia&ccedil;&atilde;o global  dos professores sobre o trabalho   desenvolvido &eacute;  bastante positiva e favor&aacute;vel &agrave;s ADRP   desenvolvidas numa  perspectiva investigativa. No entanto,   acreditamos que o  empenho e dedica&ccedil;&atilde;o por parte deles em   participar das  reuni&otilde;es peri&oacute;dicas para a prepara&ccedil;&atilde;o e   discuss&atilde;o das  atividades foram determinantes para o bom   andamento do  trabalho, pois lhes proporcionou a   prepara&ccedil;&atilde;o e  seguran&ccedil;a necess&aacute;ria para a implementa&ccedil;&atilde;o e   condu&ccedil;&atilde;o das ADRP  em sala de aula. Este aspecto ilucida a   import&acirc;ncia da  forma&ccedil;&atilde;o dos professores, seja ela inicial   ou suprida por  iniciativas de forma&ccedil;&atilde;o continuada.</font></p>     <p align="left"><font size="3" face="Arial, Helvetica, sans-serif">  <b>ALGUMAS CONSIDERA&Ccedil;&Otilde;ES</b></font></p>     <p align="left"><font size="3" face="Arial, Helvetica, sans-serif">  Apesar da aparente  complexidade inicial de se trabalhar as   atividades de  Resolu&ccedil;&atilde;o de Problemas na perspectiva de   investiga&ccedil;&atilde;o, estas  se mostraram atividades did&aacute;ticas   adequadas para o  tratamento de v&aacute;rios conte&uacute;dos   conceituais da  F&iacute;sica (conceitos, princ&iacute;pios e modelos),   bem como para o  tratamento de conte&uacute;dos procedimentais   (t&eacute;cnicas e  estrat&eacute;gias de resolu&ccedil;&atilde;o adotadas;   argumenta&ccedil;&atilde;o oral e  escrita) e atitudinais (ju&iacute;zos, normas e   valores). Al&eacute;m  disso, o ensino mediante uma abordagem   investigativa,  baseada na resolu&ccedil;&atilde;o de situa&ccedil;&otilde;es-problema,   proporcionou aos  alunos uma vis&atilde;o coerente, ainda que   simplificada, das  metodologias empregadas nas atividades   cient&iacute;ficas.</font></p>     <p align="left"><font size="3" face="Arial, Helvetica, sans-serif"> Podemos sinalizar  tamb&eacute;m que para o desenvolvimento das   ADRP em sala de  aula, uma forma de trabalho coesa com   nossos resultados  consiste no professor estimular a troca de   id&eacute;ias e a  manifesta&ccedil;&atilde;o de d&uacute;vidas entre os alunos, por   meio da media&ccedil;&atilde;o e  orienta&ccedil;&atilde;o dos pequenos grupos.</font></p>     <p align="left"><font size="3" face="Arial, Helvetica, sans-serif"> Dessa forma, poder&aacute;  levar perguntas que surgem num   determinado grupo  para os outros, provocando um debate e   favorecendo uma  sucessiva socializa&ccedil;&atilde;o de resultados.&Eacute;  por meio deste  esfor&ccedil;o do professor, em conjunto com os   alunos, que estes  &uacute;ltimos estar&atilde;o se preparando para o   desenvolvimento de  sua autonomia, resultando numa maior   participa&ccedil;&atilde;o em sua  pr&oacute;pria aprendizagem.</font></p>     <p align="left"><font size="3" face="Arial, Helvetica, sans-serif"> A supera&ccedil;&atilde;o das  dificuldades enfrentadas no   desenvolvimento das  ADRP em sala de aula demandou   tempo uma vez que  haviam v&aacute;rios conhecimentos   envolvidos e a  aprendizagem destes ocorreu de forma   gradual. No  entanto, por meio de viv&ecirc;ncias continuas com   atividades  did&aacute;ticas desta natureza, foi poss&iacute;vel observar   evolu&ccedil;&otilde;es  significativas nas resolu&ccedil;&otilde;es praticadas pelos   alunos. Nas  reuni&otilde;es mantidas com os professores, estes   tamb&eacute;m afirmaram  terem percebido, ao longo do tempo,   avan&ccedil;os nestas  atividades. E, principalmente, pudemos   constatar a  presen&ccedil;a cont&iacute;nua de conte&uacute;dos procedimentais   sendo trabalhos e  aprendidos pelos alunos com o   desenvolvimento das  ADRP.</font></p>     <p align="left"><font size="3" face="Arial, Helvetica, sans-serif"> O desenvolvimento  de ADRP numa perspectiva   investigativa tem  permitido aos alunos apresentarem e   justificarem suas  pr&oacute;prias resolu&ccedil;&otilde;es, proporcionado a eles   um cont&iacute;nuo  envolvimento ao longo de todo processo.</font><font size="3" face="Arial, Helvetica, sans-serif"> Dessa forma, al&eacute;m  de proporcionar um melhor   entendimento  conceitual da F&iacute;sica, as ADRP t&ecirc;m   contribu&iacute;do  consideravelmente para a forma&ccedil;&atilde;o de uma   postura aut&ocirc;noma de  cont&iacute;nua busca de conhecimentos.   Destacamos ainda  que novas pesquisas com car&aacute;ter   emp&iacute;rico, ou seja,  envolvendo o contexto escolar, se fazem   necess&aacute;rias para  melhor delimitar a possibilidade de   estender a  perspectiva investigativa para outras atividades   did&aacute;ticas.</font></p>     <p><font size="2" face="Arial, Helvetica, sans-serif"><b>REFERENCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Arial, Helvetica, sans-serif">1. AGUIAR Jr., O.  (1998). O papel do construtivismo na pesquisa em ensino  de ci&ecirc;ncias. <i>Investiga&ccedil;&otilde;es em Ensino de Ci&ecirc;ncias, 3 (2),  1998.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3230720&pid=S1850-6666201100010000800001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></i></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Arial, Helvetica, sans-serif">2. AZEVEDO, M. C. P.  S. de (2004). Ensino por    Investiga&ccedil;&atilde;o:  Problematizando as atividades em sala de   Aula. In: CARVALHO,  A. M. P. de (org.). <i>Ensino de Ci&ecirc;ncias: Unindo a  Pesquisa e a Pr&aacute;tica</i>. S&atilde;o Paulo:   Thomson, 2004.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3230722&pid=S1850-6666201100010000800002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Arial, Helvetica, sans-serif">3. BORGES, A. T.  (2002). Novos rumos para o laborat&oacute;rio   escolar de  ci&ecirc;ncias. <i>Caderno Brasileiro de Ensino de F&iacute;sica</i>, 19 (3), 291-313.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3230724&pid=S1850-6666201100010000800003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Arial, Helvetica, sans-serif">4. BRASIL (1998). <i>Par&acirc;metros  Curriculares Nacionais (5&ordf; a 8&ordf; s&eacute;ries, Ensino  Fundamental)</i>. Bras&iacute;lia/BRA: Secretaria   de Educa&ccedil;&atilde;o  Fundamental: MEC/SEF.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3230726&pid=S1850-6666201100010000800004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Arial, Helvetica, sans-serif">5. BRASIL (1999). <i>Par&acirc;metros  Curriculares Nacionais (Ensino M&eacute;dio,  parte III): Ci&ecirc;ncia da Natureza, Matem&aacute;tica e suas  Tecnologias. </i>Bras&iacute;lia/BRA: Secretaria de Educa&ccedil;&atilde;o M&eacute;dia e  Tecnol&oacute;gica: MEC/SEMT.</font><font size="2" face="Arial, Helvetica, sans-serif"> BRASIL (2000). <i>Documento  B&aacute;sico do ENEM</i><b>.</b> &lt;<a href="http://www.inep.gov.br/enem" target="_blank">http://www.inep.gov.br/enem</a>&gt;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3230728&pid=S1850-6666201100010000800005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Arial, Helvetica, sans-serif">6. CABALLER SENABRE, M. J. (1994). Resoluci&oacute;n de   Problemas y Aprendizaje de la Geolog&iacute;a. <i>Ense&ntilde;anza de las Ciencias de la Tierra</i>,  2 (3), 393-397.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3230730&pid=S1850-6666201100010000800006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Arial, Helvetica, sans-serif">7. COLL, C.; VALLS, E.  (2000). A aprendizagem e o ensino   de procedimentos. In: COLL, C.; et al. <i>Os conte&uacute;dos na reforma: ensino e  aprendizagem de conceitos,</i><i>procedimentos e  atitudes</i>. Porto Alegre/BRA: Artes   M&eacute;dicas.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3230732&pid=S1850-6666201100010000800007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Arial, Helvetica, sans-serif">8. CORONEL, M. del V.; Curotto, M. M. (2008). La   resoluci&oacute;n de problemas como estrategia de ense&ntilde;anza y   aprendizaje. <i>Revista Electr&oacute;nica de Ense&ntilde;anza de  las Ciencias, </i>7  (2), 463-479.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3230734&pid=S1850-6666201100010000800008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Arial, Helvetica, sans-serif">9. GARRET, R. M. (1995). Resolver problemas en la   ense&ntilde;anza nde las ciencias. <i>Alambique</i>, 5, 6-15.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3230736&pid=S1850-6666201100010000800009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Arial, Helvetica, sans-serif">10. GIL P&Eacute;REZ, D.; MART&Iacute;NEZ TORREGROSA, J. (1987).  <i>La   Resoluci&oacute;n de  Problemas de F&iacute;sica: Una Did&aacute;ctica Alternativa</i>.  Madrid: Ministerio de Educaci&oacute;n y Ciencia:   ed. Vicens-vives.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3230738&pid=S1850-6666201100010000800010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Arial, Helvetica, sans-serif">11. GIL P&Eacute;REZ, D.; et al  (1992). Questionando  a did&aacute;tica de   resolu&ccedil;&atilde;o de  problemas: elabora&ccedil;&atilde;o de um modelo   alternativo. <i>Caderno  Catarinense de Ensino de F&iacute;sica</i>, 9   (1), 07-19.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3230740&pid=S1850-6666201100010000800011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Arial, Helvetica, sans-serif">12. LOPES, J. B.  (2004). <i>Aprender e Ensinar F&iacute;sica</i>. Lisboa:   Funda&ccedil;&atilde;o Calouste  Gulbenkian e Funda&ccedil;&atilde;o para a Ci&ecirc;ncia   e Tecnologia.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3230742&pid=S1850-6666201100010000800012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Arial, Helvetica, sans-serif">13. MENEGAT, T. M. C.;  et al. (2007). Textos de divulga&ccedil;&atilde;o   cient&iacute;fica em aulas  de f&iacute;sica: uma abordagem investigativa.   In: <i>Anais do VI  Encontro Nacional de Pesquisa em Ensino de Ci&ecirc;ncias</i>, Florian&oacute;polis/SC:  ABRAPEC.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3230744&pid=S1850-6666201100010000800013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Arial, Helvetica, sans-serif">14. MUNFORD, D.; LIMA,  M. E. C. de C. (2007). Ensinar   ci&ecirc;ncias por  investiga&ccedil;&atilde;o: em qu&ecirc; estamos de acordo?  <i>Revista Ensaio</i>, 9 (1), 72-89.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3230746&pid=S1850-6666201100010000800014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Arial, Helvetica, sans-serif">15. PEDUZZI, L. O. Q.  (1997). Sobre a resolu&ccedil;&atilde;o de   problemas no ensino  da f&iacute;sica. <i>Caderno Catarinense de Ensino de F&iacute;sica</i>, 14 (3), 229-253.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3230748&pid=S1850-6666201100010000800015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Arial, Helvetica, sans-serif">16. POZO, J. I. (org.).  (1998). <i>A solu&ccedil;&atilde;o de Problemas: Aprender a  resolver, resolver para aprender</i>. Porto Alegre:   Artes M&eacute;dicas,  1998.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3230750&pid=S1850-6666201100010000800016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Arial, Helvetica, sans-serif">17. POZO, J. I.;  CRESPO, G. M. A. (1998). <i>Aprender y Ense&ntilde;ar Ciencia</i>.  Madrid/ESP: Morata.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3230752&pid=S1850-6666201100010000800017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Arial, Helvetica, sans-serif">18. POZO, J. I.; POSTIGO, Y.; CRESPO, M. &Aacute;. G. (1995).   Aprendizaje de estrategias para la soluci&oacute;n de  problemas   en ciencias. <i>Alambique</i>, 5, 16-26.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3230754&pid=S1850-6666201100010000800018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Arial, Helvetica, sans-serif">19. &ordm;PRO BUENO, A. de (1995). Reflexiones para la selecci&oacute;n   de contenidos procedimentales en ciencias. <i>Alambique</i>,  6,   77-87.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3230756&pid=S1850-6666201100010000800019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Arial, Helvetica, sans-serif">20. PRO BUENO, A. de (1997). C&oacute;mo pueden secuenciarse   contenidos procedimentales? <i>Alambique</i>, 14,  49-59.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3230758&pid=S1850-6666201100010000800020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Arial, Helvetica, sans-serif">21. PRO BUENO, A. de (1998). Se pueden ense&ntilde;ar contenidos   procedimentales en las clases de ciencias?. <i>Ense&ntilde;anza  de las Ciencias</i>,  16 (1), 21-41.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3230760&pid=S1850-6666201100010000800021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Arial, Helvetica, sans-serif">22. RODRIGUES, B. A.;  BORGES, A. T. (2008). O ensino de   ci&ecirc;ncias por  investiga&ccedil;&atilde;o: reconstru&ccedil;&atilde;o hist&oacute;rica. <i>Anais do XI Encontro de  Pesquisa em Ensino de F&iacute;sica</i>, Curitiba:   SBF.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3230762&pid=S1850-6666201100010000800022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Arial, Helvetica, sans-serif">23. S&Aacute;, E. F. de, et al. (2007). As  caracter&iacute;sticas das atividades   investigativas  segundo tutores e coordenadores de um   curso  especializa&ccedil;&atilde;o em ensino de ci&ecirc;ncias. <i>Anais do VI Encontro Nacional  de Pesquisa em Ensino de Ci&ecirc;ncias</i>,   Florian&oacute;polis/SC:  ABRAPEC.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3230764&pid=S1850-6666201100010000800023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Arial, Helvetica, sans-serif">24. SEGURA, D. de J.;  MOLINA, A.; PEDREROS, R. I.   (1997). <i>Actividades de investigaci&oacute;n en la clase de ciencias</i>.  Sevilla: D&iacute;ada, n.14. (Cole&ccedil;&atilde;o Investigaci&oacute;n y   Ense&ntilde;anza).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3230766&pid=S1850-6666201100010000800024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Arial, Helvetica, sans-serif">25. VASCONCELOS, C., <i>et al </i>(2007). Estado da arte  na   resolu&ccedil;&atilde;o de  problemas em Educa&ccedil;&atilde;o em   Ci&ecirc;ncia. <i>Revista Electr&oacute;nica de Ense&ntilde;anza de las Ci&ecirc;ncias</i>, 6 (2), 235-245.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3230768&pid=S1850-6666201100010000800025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Arial, Helvetica, sans-serif">26. ZOMPERO, A. de F.; LABUR&Uacute;, C. E. (2010). As   atividades de  investiga&ccedil;&atilde;o no Ensino de Ci&ecirc;ncias na   perspectiva da  teoria da Aprendizagem Significativa.  <i>Revista Electronica de Investigacion en Educacion enmCiencias</i>, 5  (2), 12-19.   Disponible en <a href="http://reiec.sites.exa.unicen.edu.ar/" target="_blank">http://reiec.sites.exa.unicen.edu.ar/</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3230770&pid=S1850-6666201100010000800026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> ]]></body><back>
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<surname><![CDATA[AGUIAR Jr.]]></surname>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[O papel do construtivismo na pesquisa em ensino de ciências]]></article-title>
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